Artigo: Encontrei um animal abandonado. E agora?

Este texto estava publicado no antigo site do Bicho no Parque. Como alguns internautas nos procuram com essa dúvida, republicamos o conteúdo para orientá-los. Vale destacar que não temos como resgatar um bichinho que você encontrou, pois já temos dezenas e dezenas de gatos sob nossos cuidados que precisam muito de nossa ajuda. Apesar disso, podemos indicar o caminho das pedras para que você administre a situação da melhor forma.

Outra coisa: entre em contato com o site ANDAnews (Agência de Notícias de Direito Animal) para divulgar o animal que você encontrou. Sou fã número 1 do maravilhoso trabalho jornalístico que eles desenvolvem em prol dos animais abandonados:

E por fim: divulgue em suas mídias sociais (Twitter, Facebook) e para sua lista de email. Assim, a causa ganha visibilidade!

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Minha família resgatou essa fofura com seus dois irmãozinhos de uma caixa de papelão "jogada no lixo" (...) e encaminhamos para adoção.

Você encontrou um cachorrinho abandonado, uma ninhada de gatinhos, resgatou um animal atropelado… E agora, o que fazer com ele? (…) Muita gente pensa que está fazendo uma ótima ação tirando o animal da rua e encaminhando-o para um protetor independente, uma ONG ou um abrigo. Não é bem assim.

Todos estes estão sempre no limite de sua capacidade física, financeira e de tempo, lutando para sobreviver e manter os muitos animais que já cuidam. Abrigos, inclusive, são um capítulo à parte: entregar um bichinho para um desses lugares é condená-lo a uma vida de privações, falta de espaço e de chances quase nulas de encontrar um dono e uma casa.

Assim, se você quer realmente ajudar, não empurre o problema adiante, resolva-o. A responsabilidade pelo animal que resgatou é sua. Mas aqui vão algumas dicas para te ajudar nesta empreitada tão gratificante!

Esse é o Popeye, irmãozinho da gatinha branca (foto acima) que eu adotei há um ano para fazer companhia para minha gata Olívia.

Resgatei o animal. O que faço agora?

  • Leve o animal imediatamente a um veterinário, mesmo que ele pareça saudável. Se você tiver outros animais em casa, isto é ainda mais importante. Afinal, ele pode estar com doenças incubadas com problemas que só o veterinário pode detectar.
  • Vermifugue-o, mesmo que pareça estar tudo bem;
  • Se ele estiver em boas condições de saúde, o passo seguinte, alguns dias após a vermifugação, é castrar e vacinar. NÃO SE DOA ANIMAIS NÃO CASTRADOS, nem mesmo para pessoas conhecidas. O grande número de animais abandonados se deve justamente à falta de um controle populacional e ao desconhecimento do que é posse responsável. Para ter uma idéia, uma cadela não castrada pode gerar, em seis anos, 64.000 descendentes e uma gata, em sete anos, 420.000. É uma progressão geométrica absurda e, naturalmente, não há lares para tantos animais.
  • Não esqueça que do momento do resgate à entrega para seus novos donos, o animal estará sob sua responsabilidade. Isto inclui fornecer a alimentação e lar transitório, além de bancar os custos veterinários e outros. No caso de ser impossível manter o animal em sua própria casa – o que sai naturalmente mais barato -, uma opção é deixá-lo em um hotelzinho ou clínica veterinária até a adoção.

Ele está ótimo, pronto para ser adotado. O que eu faço agora?

  • Fotografe o animal – para adiantar, isso pode ser feito no momento do resgate, até mesmo para mostrar como o animal era e como ficou. Faça um cartaz e anuncie-o em pet shops, clínicas veterinárias e outros locais à sua escolha;
  • Divulgue para seus familiares, amigos, conhecidos;
  • Crie um anúncio para veicular na internet. Existem sites próprios para isso;
  • Leve-o a feiras de adoção. No caso de cachorros, as feiras são o caminho mais indicado, ao passo que a internet funciona muito bem com gatos. Lembre-se que as feiras só aceitam os animais se estiverem castrados e vacinados.

Essa é minha Olívia fofa, uma gatinha magrela que vivia abandonada na rua há 10 anos.

Como eu escolho o novo dono do animal?

O processo de adoção requer alguns cuidados. Você deve entrevistar o candidato à adoção, para ver se ele não está agindo por impulso, se já foi e será um bom dono e se cuidará bem do animal até o fim da vida deste. Algumas perguntas básicas:

  • Nome, endereço, telefones, comprovante de residência.
  • Todos na família estão de acordo com a adoção?
  • Mora em uma casa segura, da qual o animal não possa escapar? No caso de gatos, essa questão é ainda mais importante. Se for um apartamento, é preferível que ele tenha redes de proteção nas janelas, para o animal não cair.
  • Tem noção dos custos da manutenção de um animal?
  • Já teve ou tem animais? O que aconteceu com eles?
  • Quantas horas por dia o animal ficará sozinho? E quem tomará conta dele se a família viajar?
  • Um animal vive ao redor de 12 anos. Está preparado para esse compromisso?

Finalizando a adoção

  • O adotante deve assinar um termo de responsabilidade, que serve como uma garantia de que cuidará bem do animal até o fim da vida deste;
  • Esteja disponível para qualquer eventualidade que aconteça com o bichinho e a pessoa que o adotou, inclusive para o caso de devolução. Isso também pode acontecer, principalmente se não for feita uma boa ‘triagem’ ou análise prévia do adotante.

Parabéns!

Agindo desta forma, você estará fazendo a sua parte de forma equilibrada e responsável. E parabéns pela coragem de tomar essa iniciativa!

Animais de rua: quem não faz parte da solução, é parte do problema.


Sininho: gatinha que ama colo e paparico espera adoção

A Sininho tem um rostinho lindo. Na foto não dá pra ver, mas esta criança tem belos olhos verdes.

Há cerca de um mês, a voluntária Aline Forsthofer encontrou uma gatinha “filhotona” na área de atuação do Bicho no Parque. Ela estava com uma cordinha no pescoço, faminta, assustada e desnorteada pelo abandono. A Aline a alimentou e levou-a para castração dias depois. Quando foi devolvida ao parque, a voluntária Renata Del Nero percebeu que ela não era uma gata feral como diversos outros do nosso projeto.

“Não teve como deixá-la. Ficou completamente perdida e não parava de me seguir. Pedi para um funcionário me ajudar, fazendo carinho nela enquanto eu ia embora. Mas quando passei de carro na frente do portão, ela estava lá atrás de mim, desviando das pessoas que entravam correndo. Larguei o carro no meio da rua e fui pegá-la. Como a Aline a encontrou com uma cordinha no pescoço e depois dessa reação, tenho certeza que foi abandonada lá e há pouco tempo. Seria um reabandono eu deixá-la ali…  Ela está comigo como lar temporário: peço a ajuda de vocês para conseguirmos uma adoção para ela”, comenta Renata.

"O melhor lugar do mundo é o colinho de quem me dá amor"

“Nós a resgatamos, ela foi castrada, vacinada e recebeu todos os cuidados. Hoje está forte, adora carinho, vive bem com outros gatos, é muito brincalhona, ronronenta e extremamente doce”, diz Renata.

Queridos leitores, ajude-nos a divulgar a causa! A Sininho merece muito viver em um lar repleto de carinho. Quem adotá-la, certamente receberá muito, muito amor em troca!

Fofurice: siamesa resgatada tem oito lindos filhotes

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A Liliana Camargo, veterinária do projeto Bicho no Parque, resgatou essa linda gata que teve oito gatinhos. Apesar de serem recém-nascidos, vamos começar a divulgação para que todos sejam adotados daqui a algum tempo. Interessados em adotar filhotes e/ou a mamãe-gata, podem escrever comentário aqui no blog ou mandar e-mail para: lilianasaruman@hotmail.com

Divulgue a causa. As fofuras estão à espera de adoção.

Clique para ampliar a foto desejada:

Final Feliz

Ficamos sabendo nesta semana que todas essas oito fofuras e a mãe dos gatinhos foram adotados! Que alegria!


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