Seja um voluntário do Bicho no Parque!

Hora da comida, eba!

Os tios do Bicho no Parque cuidam da gente todos os dias – faça chuva, faça sol, frio ou calor!

Sabe aquele seu desejo de ajudar os bichos? No Bicho no Parque, nós SEMPRE precisamos de novos voluntários sérios e comprometidos para reforçar o time!

O sucesso do nosso projeto só é possível com a força do grupo! Ser voluntário exige tempo, responsabilidade e energia para doar-se por puro amor. A vida dos gatos depende totalmente do empenho de cada voluntário, afinal todos os dias eles precisam de alimentação, água e cuidados.

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Eu moro neste bambuzal com uma turma de muitos outros gatinhos!

A parte mais gratificante do trabalho voluntário no Bicho no Parque é o amor que damos e recebemos dos animais – algo mágico acontece nesta troca de carinho tão especial. Porém, há um lado muito trabalhoso e é aí que achamos essencial você refletir seriamente antes de querer assumir o compromisso.

Puro amor!

Fazendo charme para os tios do Bicho no Parque! 

O Bicho no Parque atua diariamente em um parque na zona sul de São Paulo, alimentando e monitorando os gatos que lá vivem. O trabalho consiste em ir ao parque uma vez por semana, à noite, para fazer a ronda e alimentar aproximadamente 120 gatos. O trabalho demora cerca de 3 horas, mas também é possível dividir o parque com outro(s) voluntário(s), deixando o percurso e o trabalho mais leves.
Os tios

Vem conhecer a gente!

Como não recebemos doações suficientes para custear a ração diária para o mês inteiro, parte da ração utilizada é custeada pelo próprio voluntário. Essa ração é comprada diretamente da fábrica e o pacote de 10 kg custa por volta de R$ 45 para cada voluntário, já computada a ajuda de doações que recebemos e que varia de mês a mês. A cada noite, usamos 8kg de ração por ronda completa (porém, para fazer 1/3 do parque ou 1/2, demanda-se normalmente 3 a 4 kg, respectivamente).

Madalena:

Eu tomo conta do carro dos tios do Bicho no Parque. Assim sempre ganho mais um carinho antes de eles irem embora. 

Os voluntários costumam ir por volta das 19-20h (não adianta ir muito cedo, porque os gatos não aparecem), porém há quem vá um pouco mais cedo (no final da tarde) ou bem mais tarde à noite. Também é possível ajudar no período da manhã (por volta das 7h), reforçando os cuidados diários. O importante é que o compromisso assumido (seja ele semanal, quinzenal ou mensal) seja levado muito a sério, pois os gatos precisam ser alimentados diariamente.

Para agendar uma visita e conhecer nosso trabalho, preencha o formulário a seguir.  Teremos o maior prazer em apresentar os gatos para você!

 

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Seja voluntário do Bicho no Parque

Voluntariado: uma missão chamada AMOR

Voluntariado: uma missão chamada AMOR

Já pensou em ser voluntário do Bicho no Parque? Estamos precisando MUITO de novos voluntários, porém nosso problema é que literalmente centenas de pessoas se empolgam com a ideia, mas pouquíssimas são as que, de fato, ingressam no grupo. Após perceber o trabalho por trás da missão, a grande maioria desiste. Somos então um grupo de pouco mais de 10 pessoas que ama os animais e luta bastante para garantir a vida e o bem estar dos gatos atendidos pelo projeto.

Se você é impulsivo, pense com racionalidade. Ser voluntário exige tempo, compromisso, responsabilidade e energia para doar-se por puro amor. A vida dos gatos depende totalmente do empenho de cada voluntário, afinal todos os dias – faça chuva, faça sol, frio ou calor – eles precisam de alimentação, água e cuidados.

Nosso pequeno grupo infelizmente perdeu voluntários preciosos há pouco tempo, razão pela qual viemos fazer este apelo aos leitores. Estamos em busca de voluntários sérios e comprometidos para reforçar o time que assiste os gatinhos, pois o sucesso do projeto só é possível com a força do grupo.

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Lola  sempre espera sua ração nesta mesa de ping-pong

A parte mais gratificante do trabalho voluntário no Bicho no Parque é o amor que damos e recebemos dos animais – algo mágico acontece nesta troca de carinho tão especial. Porém, há um lado muito trabalhoso e é aí que achamos essencial você refletir seriamente antes de querer assumir o compromisso.

Sir William de Alcântara Machado

Sir William de Alcântara Machado

Para ajudar nesta reflexão, listamos questionamentos a serem feitos em primeiro lugar.

10 REFLEXÕES QUE VOCÊ DEVE FAZER ANTES DE CANDIDATAR-SE À VOLUNTÁRIO NO BICHO NO PARQUE

1) Estou realmente disposto a doar horas da minha semana para cuidar dos bichos?
Cuidar de todos os gatos do Bicho no Parque é um trabalho que exige mais de 3 horas de caminhada. Alguns dias da semana contam com um grupo de voluntários que dividem o parque em trechos, demandando assim menos tempo de cada um. Porém, poucos são os dias que contam com grupos. O trabalho requer caminhar por todo o parque, indo em todas as diferentes colônias onde os gatos vivem para que recebam ração e água fresca. Quem não tem nenhum tempo devido a sua vida pessoal ou profissional, não tem como fazer este trabalho junto com os animais. O trajeto é feito normalmente no fim da tarde e à noite (em parque que conta com segurança, policiamento, iluminação e muitos outros frequentadores); antes desse horário os gatos não aparecem e os pássaros comem toda a ração. Pessoas que queiram fazer o trabalho de dia, precisam começar o percurso no primeiro horário da manhã (por volta das 7h ou antes).

2) Estou disposto a abrir mão de fazer outras coisas na minha vida para assumir um compromisso com os animais em um determinado dia da semana?
Quando você decide ser voluntário, precisa saber que trabalhará no parque no dia escolhido. Evidentemente, trocas podem acontecer devido a uma viagem, um compromisso profissional ou um contratempo na vida pessoal. Porém, toda essa logística é feita com o mínimo de antecedência e planejamento. Não dá para faltar sem avisar ninguém ou avisar em cima da hora que não vai ao parque, pois possivelmente nenhum outro voluntário poderia cobrir aquele dia desta forma. A turma de voluntários se ajuda muito, de modo que sempre conseguimos trocar os dias previamente. Assim, nem os voluntários nem os gatos se prejudicam. Talvez você não consiga assumir o compromisso semanal, mas se achar que consegue se doar uma vez a cada 15 dias ou uma vez por mês, para nós, já é uma grande ajuda.

3) Gosto de fazer longas caminhadas e tenho disposição física para exercícios?
Gostar de fazer longas caminhadas é pré-requisito para ser voluntário em nosso projeto. Pessoas sedentárias e que não gostam de andar não devem ingressar no grupo, pois o trabalho requer caminhar durante horas até que todos os pontos onde os gatos vivem estejam munidos de ração e água fresca. Além das caminhadas, é preciso prever que você fará agachamentos (para abastecer os potes de água e comida).  Quem divide o parque, consegue colocar sua parte de ração em uma mochila grande (ou numa cesta grande de bicicleta), mas quem faz o parque todo sozinho ainda precisa puxar um carrinho com 10 quilos de ração mais as garrafas de água. Ou seja, é um exercício e tanto, bom pra quem está realmente a fim de entrar em forma. 😉

4) Amo os animais a ponto de enfrentar chuva para cuidar deles?
Os gatos são alimentados apenas uma vez ao dia, por isso eles aguardam nossa chegada mesmo sob tempestade. Quem deseja ser voluntário precisa ter um amor e doação fora do comum, pois algumas vezes temos que fazer o trabalho sob chuva, garoa ou tempestade. Evidentemente, ninguém vai correr risco de vida diante de uma chuva com raios, mas daí é preciso ter uma paciência extraordinária para aguardar a chuva acalmar para então cuidarmos dos gatos. Em dias assim, há algumas dicas especiais para facilitar o trabalho, mas será um trajeto que exigirá muito mais de cada um. Somente os mais aventureiros conseguem persistir após a prova da chuva. A compensação em um dia assim é a energia que emana da natureza: além da gratidão dos gatos que ficam felizes ao receber o alimento, precisa gostar de cheiro de terra molhada, do perfume das flores, do frescor das plantas, da tranquilidade e do silêncio no parque – um presente em meio ao agito de São Paulo. Embora a gente use figurino especial nesses dias (como galocha, roupa impermeável, guarda-chuva, etc), é natural se molhar, mas nada que um banho quente e gostoso não dê jeito depois.

Sócrates recebe ração e água fresca

Sócrates recebe ração e água fresca

5) Estou disposto a bancar parte da ração que vou dar aos gatos?
O Bicho no Parque compra ração com preço especial diretamente junto ao fabricante e contamos com algumas doações mensais. Mesmo assim, os voluntários ainda precisam colocar dinheiro do próprio bolso para custear uma parte da ração, pois infelizmente não recebemos recursos suficientes para comprar 300 quilos de ração por mês (os gatos comem 10 quilos por dia). Se você não tiver recursos, mas tiver toda dedicação do mundo, podemos avaliar um esquema diferenciado para seu caso.

6) Estou disposto a dedicar um dia para ir buscar a ração que chega mensalmente na casa de um dos voluntários?
O fabricante entrega todos os pacotes na casa de uma voluntária. Todos os meses, cada voluntário precisa dedicar um tempo para ir até a casa dela (no bairro do Brooklyn, zona sul) e buscar os pacotes comprados.

7) Estou disposto a abstrair do que “os outros estão pensando” ao me verem agachado junto a uma moita ou árvore?
Este item pode soar estranho ou engraçado, mas o fato é que muitas pessoas passam por nós e nem sonham que há gatos a poucos metros sendo alimentados. Já vi indivíduos se afastando de mim (com medo) ou me olhando com estranheza (por me acharem louca) ao me verem abaixada junto a árvores e moitas – eles não faziam ideia que eu estava cuidando de gatos ferais. Confesso que quando comecei a trabalhar como voluntária em 2010, sentia vergonha quando me observavam dessa forma. Porém, pouco depois, a conexão e a simbiose com os gatos se torna total e você abstrai de tudo. Garanto que a capacidade de abstração é um ganho que vai se refletir em várias esferas da sua vida.

8) Tenho consciência que o trabalho requer, na maioria das vezes, o uso do carro?
Na prática, é complicado fazer o trabalho voluntário sem ter carro para chegar até o parque, pois o transporte de ração e água iria requerer um esforço ainda maior por parte do voluntário que fizesse uso de transporte coletivo. Porém, algumas pessoas, por morarem na proximidade do parque, conseguem fazer o trajeto usando bicicleta, porém quem precisa carregar 10 quilos de ração para fazer o parque todo sozinho dificilmente conseguirá carregar tudo na bicicleta. Neste caso, o ideal é dividir o parque com pelo menos mais um voluntário.

9) Moro ou trabalho perto do parque onde o Bicho no Parque atua?
O projeto acontece em um parque da zona sul de São Paulo. Se você mora na zona leste, oeste ou norte, deve procurar projetos próximos de sua área, pois no dia a dia sabemos como o trânsito inviabiliza grandes deslocamentos. Assim, os candidatos a voluntários devem estar na zona sul de São Paulo. Não divulgamos publicamente o local onde atuamos, mas se você estiver realmente interessado, entre em contato com a voluntária Mayena pelo email bichonoparque2013@gmail.com para obter mais informações e agendar uma caminhada para conhecer o projeto.

10) Tenho consciência que o trabalho voluntário pode nos tornar seres humanos melhores?
Enquanto trabalhamos e caminhamos, podemos meditar, esvaziar a mente, curtir os gatos e transcender, ou ainda, podemos refletir sobre questões e tomar decisões importantes em nossa vida. Além disto, nosso trabalho nos faz exercitar o amor incondicional, a doação, a humildade, o respeito, o comprometimento, a generosidade e o altruísmo, virtudes que se refletem em nossa vida como um todo.

PENSE COM CARINHO E RACIONALIDADE

Reflita com responsabilidade sobre estas questões e, estando certo de sua decisão, entre em contato com a voluntária Mayena pelo email bichonoparque2013@gmail.com para agendar uma visita ao projeto. É preciso conhecer como o trabalho é feito no local para você avaliar se tem mesmo condições de doar seu tempo e assumir este compromisso. Se você – como nós – se apaixonar pela turminha de gatos do Bicho no Parque e sentir que chegou a hora de fazer a diferença no mundo em prol do bem estar animal, será uma grande alegria contarmos com você em nosso grupo. Estamos na torcida! 🙂

Figura! O gato Zé Ricardo vive no parque, mas também adora as cabanas que os voluntários fazem.

Figura: o gato Zé Ricardo vive no parque e adora testar as “cabanas” que os voluntários trazem para ele.

As voluntárias o chamam de Zé, mas eu só consigo chamar esse gatão de Ricardo.

Zé Ricardo e uma turminha de 130 bigodes espera conhecer você! 😉

O casal Michel & Michele se alimenta sob o tronco da árvore

O casal Michel & Michele chegando para comer


Emanando amor para dois amigos que partiram

Andarilho e Jaguar, vamos sentir saudade de vocês!

Tão amados… Vamos sentir saudade de vocês…

Por Renata Del Nero

Hoje as notícias não são boas. Pedimos desculpas por demorar a dá-las, mas nós, voluntários, ainda estamos recuperando-nos do choque que foi perder dois gatinhos tão amados no mesmo dia.

O Andarilho, gatinho que vínhamos cuidando com tanto carinho, morreu. Ele estava com anemia grave, infecção e icterícia, ficou um período internado e depois foi para a casa de uma voluntária para continuar o tratamento, e realmente vinha melhorando bastante. Mas depois de aproximadamente um mês de cuidados e muito amor, seu quadro piorou muito e rapidamente.  Voltou ao hospital, onde ficou internado por mais uma semana, mas sua situação piorava dia a dia até que numa sexta-feira, 6 de setembro último, ele morreu.

Enquanto o Andarilho ainda estava em tratamento houve outra emergência, desta vez com nosso amado Jaguar. Quando o resgatamos chegamos a ter dúvidas se ele realmente ainda estava vivo, tão ruim era o estado de nosso querido. No hospital foi diagnosticada uma subluxação cervical (por ter sofrido algum violento trauma). Ele não andava e tinha perdido o controle da bexiga, tinha dor, infecção urinária… Mas dia a dia o bichinho vinha incrivelmente se recuperando. Primeiro foram os movimentos, depois passou a ficar um pouco em pé, a dar uns passinhos, readquiriu o controle da bexiga. Apresentava uma melhora ainda superior àquela que o mais otimista poderia esperar.

Deixou o hospital e continuou o tratamento na casa de outra voluntária. Por todo esse período ficou muito bem e foi uma fofurice só. Num retorno, foi feito um ultrassom para se avaliar a situação da bexiga, quando se observou bastante líquido no tórax (devido ao trauma), situação que surpreendeu a todos. Precisava-se drenar na hora e havia risco. O procedimento foi feito, e nosso pequeno Jaguar não resistiu. Assim, de repente, ele se foi. Um choque. E foi neste mesmo dia, algumas horas depois, que o Andarilho nos deixou.

A tristeza ainda é muita.

Resta-nos a certeza de que não medimos esforços, carinho, atenção e cuidados para o bem desses dois anjinhos, e que no período que tivemos o privilégio de conviver com eles houve uma intensa troca de amor; fica ainda nossa gratidão por ter convivido com seres tão especiais…


Aos amigos parceiros, obrigado por permitirem um ronronar feliz!

Gratidão por todos os amigos parceiros do BNP!

Gratidão por todos os amigos parceiros do BNP!

Por Renata Del Nero

O Bicho no Parque deseja que cada um que nos tem ajudado saiba que contribuiu para o ronronar de um gatinho feliz, saudável e bem alimentado! O trabalho do Bicho no Parque é muito prazeroso e gratificante, porém toma tempo, exige força emocional e até mesmo física, sem contar o dinheiro gasto para alimentar e tratar adequadamente os cerca de 140 gatos assistidos pelo projeto. A cada dia sentimo-nos um pouco mais amparados, seja por ter entrado um voluntário novo, seja por termos fechado uma parceria com alguém. Sem essas pessoas e essas parcerias que contribuem com seu serviço, seu conhecimento e suas doações, não conseguiríamos desenvolver o trabalho que vem sendo feito.

Dessa maneira, deixamos nosso agradecimento especial a todos os voluntários (muitas vezes verdadeiros herois), todas as pessoas que contribuem com doações, Dra. Liliana Camargo, Dr. Cleber Augusto de Barros, Lar Dog’s / Covet, Focinhos, Farmina, Rosângela Oliveira, CCZ de São Paulo e Bayer.


Apelo por novos voluntários

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Amigos e amigas, o Bicho no Parque é um grupo pequeno de voluntários que atua na proteção dos gatos que vivem em uma zona urbana de São Paulo. Por sermos muito poucos, estamos em busca de mais voluntários que possam dedicar um pouco do seu tempo para ajudar a alimentar e monitorar gatinhos carentes.

Se você mora em São Paulo (preferencialmente na zona Sul), gosta de caminhar, ama o contato direto com bigodes lindos como estes das fotos, tem pelo menos 2 horas de disponibilidade e pode se comprometer com 1 dia por semana, você certamente pode ajudar os gatinhos do parque sendo um de nossos voluntários.

Mas atenção, é preciso ser maior de idade e possuir carro (por conta da locomoção com ração).

Quer experimentar? Mande um e-mail para samanthafederici@gmail.com, os gatinhos vão adorar (e você também)!


Moacir Heberle: o pai do Bicho no Parque

Neste Dia dos Pais, queremos homenagear o “pai do Bicho no Parque”, um ser humano maravilhoso e iluminado que amava os gatos do parque.  Após um período de enfermidade, ele infelizmente partiu do mundo físico, mas deixou seu exemplo de amor incondicional aos animais. A seguir, confira a mensagem que a voluntária Renata Del Nero escreveu em homenagem ao nosso amigo que agora brilha na eternidade. Nunca tivemos tantas adoções como nos últimos tempos. Coincidência ou não, acredito que ele – com seu brilho celestial – tornou-se mais um anjo protetor do nosso projeto.

“Como fazer uma homenagem alegre a alguém que partiu, se estou com o coração em pedaços? Difícil. Porém se tomarmos como exemplo o próprio homenageado pode ser mais fácil!

Moacir, piadista nato, sempre, sempre de bom humor; sempre, sempre alegre, de alto astral, enxergando o copo mais cheio do que vazio, fazendo amigos em todo lugar e a todo momento, sempre disposto a ajudar, uma das melhores pessoas que conheci.

E tudo o que ele fez pelos gatinhos do Bicho no Parque? Não dá para relatar… Foi tanto amor, tanta dedicação, tanto trabalho, tanto dinheiro… Mas como era retribuído! Como aqueles bichinhos o amavam! Lembro-me da primeira vez que vi Moacir cuidando dos gatos. Pensava, “não é possível, como esse homem faz isso?”.

Todos os gatos o seguiam, faziam festa para ele. Fiquei tão fascinada com tudo aquilo, tentei imitá-lo, mas sem resultado… Não era o som que ele emitia para chamar os gatinhos, não era a ração… era ele!

Era o cara! Era o queridão de todo mundo; bicho ou gente, todos o amavam!

Ele foi uma grande inspiração para todos nós, voluntários do Bicho no Parque!

Moacir, meu querido amigo, você deixou saudades, estamos com o coração doendo, mas você nos ensinou tanta coisa, tanta coisa… nos deu tantos exemplos de como ser feliz simplesmente por ser feliz, de encarar a vida de uma maneira mais leve, de amor ao próximo, de amor a nossos queridos gatinhos…

Fique com Deus e com todos os muitos gatinhos que certamente foram te receber com todas as honras.”


Belinha nasceu de novo após ficar presa em laje sem saída

Atualização: Belinha foi adotada em 14/07.
Semana passada, a voluntária Aline recebeu uma ligação, avisando que um gatinho desesperado estava preso sob laje de concreto de uma estação de água no parque onde atuamos.

“Fui até lá e a situação era muito difícil, porque ninguém conseguiria levantar aquela laje de concreto e não havia por onde sair. Ela só pode ter entrado quando faziam alguma manutenção. Chamamos os vigilantes, a GCM e, por fim, os bombeiros que não apareceram (disseram que precisariam de um caminhão “Monkey” para levantar a laje)”, relatou Aline para o grupo Bicho no Parque.

Apesar do drama, ela não desistiu. “Por fim, quando eu já não sabia mais o que fazer e depois de pedir ajuda ao nosso anjo protetor, surgiram três guardas da GCM que se dispuseram a procurar um macaco de carro e barras de ferro para tentar empurrar a laje alguns centímetros para trás e criar um espaço para passar a cabecinha dela. Resultado: a laje felizmente se deslocou por um palmo e ela foi resgatada muito desidratada e magra, razão pela qual eu a trouxe para casa a fim de observá-la. Tenho dado comida molhada e ela parece já ter recuperado sua hidratação”, reportou Aline.

Belinha será castrada e em breve poderá ser adotada por quem estiver em busca de uma gatinha muito carinhosa. Depois de ter nascido de novo, ela merece uma nova vida. Ajude-nos!