Apelo por novos voluntários

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Amigos e amigas, o Bicho no Parque é um grupo pequeno de voluntários que atua na proteção dos gatos que vivem em uma zona urbana de São Paulo. Por sermos muito poucos, estamos em busca de mais voluntários que possam dedicar um pouco do seu tempo para ajudar a alimentar e monitorar gatinhos carentes.

Se você mora em São Paulo (preferencialmente na zona Sul), gosta de caminhar, ama o contato direto com bigodes lindos como estes das fotos, tem pelo menos 2 horas de disponibilidade e pode se comprometer com 1 dia por semana, você certamente pode ajudar os gatinhos do parque sendo um de nossos voluntários.

Mas atenção, é preciso ser maior de idade e possuir carro (por conta da locomoção com ração).

Quer experimentar? Mande um e-mail para samanthafederici@gmail.com, os gatinhos vão adorar (e você também)!

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Moacir Heberle: o pai do Bicho no Parque

Neste Dia dos Pais, queremos homenagear o “pai do Bicho no Parque”, um ser humano maravilhoso e iluminado que amava os gatos do parque.  Após um período de enfermidade, ele infelizmente partiu do mundo físico, mas deixou seu exemplo de amor incondicional aos animais. A seguir, confira a mensagem que a voluntária Renata Del Nero escreveu em homenagem ao nosso amigo que agora brilha na eternidade. Nunca tivemos tantas adoções como nos últimos tempos. Coincidência ou não, acredito que ele – com seu brilho celestial – tornou-se mais um anjo protetor do nosso projeto.

“Como fazer uma homenagem alegre a alguém que partiu, se estou com o coração em pedaços? Difícil. Porém se tomarmos como exemplo o próprio homenageado pode ser mais fácil!

Moacir, piadista nato, sempre, sempre de bom humor; sempre, sempre alegre, de alto astral, enxergando o copo mais cheio do que vazio, fazendo amigos em todo lugar e a todo momento, sempre disposto a ajudar, uma das melhores pessoas que conheci.

E tudo o que ele fez pelos gatinhos do Bicho no Parque? Não dá para relatar… Foi tanto amor, tanta dedicação, tanto trabalho, tanto dinheiro… Mas como era retribuído! Como aqueles bichinhos o amavam! Lembro-me da primeira vez que vi Moacir cuidando dos gatos. Pensava, “não é possível, como esse homem faz isso?”.

Todos os gatos o seguiam, faziam festa para ele. Fiquei tão fascinada com tudo aquilo, tentei imitá-lo, mas sem resultado… Não era o som que ele emitia para chamar os gatinhos, não era a ração… era ele!

Era o cara! Era o queridão de todo mundo; bicho ou gente, todos o amavam!

Ele foi uma grande inspiração para todos nós, voluntários do Bicho no Parque!

Moacir, meu querido amigo, você deixou saudades, estamos com o coração doendo, mas você nos ensinou tanta coisa, tanta coisa… nos deu tantos exemplos de como ser feliz simplesmente por ser feliz, de encarar a vida de uma maneira mais leve, de amor ao próximo, de amor a nossos queridos gatinhos…

Fique com Deus e com todos os muitos gatinhos que certamente foram te receber com todas as honras.”


Belinha nasceu de novo após ficar presa em laje sem saída

Atualização: Belinha foi adotada em 14/07.
Semana passada, a voluntária Aline recebeu uma ligação, avisando que um gatinho desesperado estava preso sob laje de concreto de uma estação de água no parque onde atuamos.

“Fui até lá e a situação era muito difícil, porque ninguém conseguiria levantar aquela laje de concreto e não havia por onde sair. Ela só pode ter entrado quando faziam alguma manutenção. Chamamos os vigilantes, a GCM e, por fim, os bombeiros que não apareceram (disseram que precisariam de um caminhão “Monkey” para levantar a laje)”, relatou Aline para o grupo Bicho no Parque.

Apesar do drama, ela não desistiu. “Por fim, quando eu já não sabia mais o que fazer e depois de pedir ajuda ao nosso anjo protetor, surgiram três guardas da GCM que se dispuseram a procurar um macaco de carro e barras de ferro para tentar empurrar a laje alguns centímetros para trás e criar um espaço para passar a cabecinha dela. Resultado: a laje felizmente se deslocou por um palmo e ela foi resgatada muito desidratada e magra, razão pela qual eu a trouxe para casa a fim de observá-la. Tenho dado comida molhada e ela parece já ter recuperado sua hidratação”, reportou Aline.

Belinha será castrada e em breve poderá ser adotada por quem estiver em busca de uma gatinha muito carinhosa. Depois de ter nascido de novo, ela merece uma nova vida. Ajude-nos!


Zé Ricardo: o gato voluntário

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Cada gato atendido pelo nosso projeto é especial em nosso coração. O Zé, também chamado de Ricardo, é o gato mais companheiro das voluntárias do Bicho no Parque – ele costuma fazer a ronda (ou pelo menos boa parte dela) caminhando junto conosco – e olha que para alimentar a turma toda, andamos pelo menos 2 horas! Nosso gato voluntário é simplesmente incrível…

Quando chegamos ao ponto onde o Ricardo normalmente fica, lá aparece ele por trás das folhagens se espreguiçando depois de um bom descanso. Ele come um pouquinho e logo começa seu trabalho voluntário conosco. Ao longo do trajeto, esse gatão meio selvagem vai “conversando” com a gente e pedindo carinho.

Mas Zé Ricardo não brinca em serviço. Com porte de guarda-costa e inspetor, ele parece avaliar se estamos fazendo direitinho nosso trabalho, confere onde estamos pondo a ração e degusta um pouquinho em cada um dos vários lugares!  Quando demoramos mais em um dos pontos, começa a miar como quem diz: “Vamos! Temos muito trabalho pela frente!” Ou se começamos a caminhar e ele fica para trás, mia alto e corre atrás da gente na linha “Espere por mim!”

Como já deu a “volta olímpica” pelo parque junto conosco, ele é o único gato do projeto que conhece 100% dos locais onde colocamos comida. Para minha surpresa, esta semana quando finalmente terminei de cuidar de toda a turma, o Zé estava comigo no estacionamento enquanto eu guardava as coisas. Você acredita que enquanto me distrai, o danado pulou dentro do porta-malas e foi comer ração lá dentro também?!

Espero que um dia você possa conhecer nosso trabalho de perto, pois tenho certeza que também ficará apaixonada(o) pelo Ricardo (ou Zé, como preferir) e por todos os outros gatinhos que o Bicho no Parque cuida! Agora se você já virou fã do nosso gato voluntário, que tal tornar-se madrinha ou padrinho desse querido? Ele merece!!!

>> Clique na miniatura desejada para ampliar a foto:


Em breve faremos a retrospectiva 2011

Olá amigos, sei que faz tempo que não atualizo vocês com as novidades, mas em breve faremos uma retrospectiva dos principais acontecimentos em 2011.

Neste ano fizemos um importante avanço na parte de castração dos animais: quase todos 130 os animais foram castrados e continuamos empenhadas para castrar os poucos que faltam.

Castração & Adoção: a voluntária Mayena (à direita) e a turma do CCZ de SP têm feito trabalho intenso de controle populacional felino

Também conseguimos salvar os animais doentes com o devido tratamento veterinário e devolvê-los ao parque após estarem recuperados.

O Sir William de Câmara Machado foi um dos gatos que receberam tratamento veterinário neste ano. Após um tempo na casa da voluntária Aline Forsthofer, ele voltou ao parque 100% recuperado e ficou extremamente feliz de reencontrar sua turminha.

Isso sem falar na alimentação dos bichos – estamos com um time de voluntários dedicados – faça chuva, faça sol, lá estamos nós entrando nas moitas e arbustos para deixar comida e água para os gatinhos.

Peter se prepara para jantar.

Falando nisso, recebemos muitos contatos de pessoas que desejam se tornar voluntárias, mas poucas são as que realmente ingressam na turma. Se você ama gatos, tem disponibilidade de tempo (em torno de 2 horas, uma vez por semana) e pique para fazer caminhada no parque, você é um forte candidato!

Se você quiser conhecer nosso trabalho, escreva para a gente. Podemos marcar um dia para que conheça todas as colônias de gatos. Daí quem sabe você resolve fazer treinamento para entrar na nossa turma?

Minha amiga Gabriela foi comigo há algumas semanas conhecer o projeto e ficou tão apaixonada pelos gatos (em especial pela Roxxana da foto) que tem ido quase toda semana visitá-los!

Se você não tiver tempo para cuidar dos animais, mas quiser contribuir de alguma forma, lembre-se que fazer doações nos ajuda muito! Afinal alimentamos 130 gatos diariamente e prestamos SOS Vet sempre que preciso. Recebemos doações, mas a maior parte das despesas sai do nosso próprio bolso. Então qualquer ajuda é sempre muito bem-vinda!

E lembrando que continuamos a parceria com a Adote um Miau. Se você está em busca de filhotes ou gatos adultos para adoção, fale com a Cristiane Frates no cel (11) 8673.5079. Certamente ela terá o gatinho da cor e jeito que você está buscando!

Até breve, amigos!


Voluntariado: Mayena Buckup relata experiência no Bicho no Parque

Além de alimentar 130 gatos duas vezes por semana, Mayena Buckup tem atuado para evitar a superpopulação felina e o problema do abandono.

Por Mayena Buckup

“Desde maio deste ano, sou uma das alimentadoras dos gatinhos do parque em duas manhãs na semana.  Assumi também o acompanhamento na captura dos animais que ainda têm que ser castrados – atualmente são por volta de 20. Parece bastante, mas perto dos mais de 130 que lá moram, estamos no caminho!

Funciona assim: no dia anterior, os gatinhos devem receber menos alimentação (eu mesma me empenho nessa tarefa para ter certeza de que de fato ganham pouca comida), assim na hora da captura fica mais fácil, pois, com fome, entram nas armadilhas com mais facilidade.

Ah! É o Centro de Controle de Zoonoses o responsável por este assunto. Estamos nos encontrando todas as quartas-feiras de manhã e saímos em busca dos gatinhos que ainda não foram castrados. A minha função é atraí-los, pois me conhecem e confiam em mim e, de verdade, me sinto uma traidora, mas sei que é para o bem deles. Na sexta-feira seguinte, eles são devolvidos ao Parque no mesmo local onde vivem. Eu saio do Parque às quartas-feiras com aquele maravilhoso sentimento de dever cumprido.

Dependendo do seu perfil, alguns deles ficam no CCZ para serem encaminhados para adoção. Eu sempre tive uma péssima impressão do CCZ, com aquela coisa de eutanásia, superpopulação nos gatis e canis, maus tratos, etc. Bom, achei que não adiantava nada ficar só na impressão e decidi ir lá pessoalmente, de surpresa.

Fui super bem recebida, fiz um tour por todas as instalações, inclusive gatil e canil (bem espaçosos, por sinal) e até estábulos – tinha uma égua com potrinho bem novinho. Saí de lá com uma excelente impressão e de alma mais leve.  Recomendo a todos que têm esta impressão pesada de como o CCZ era antes que façam uma visita. É surpreendente e inesperado o que nos aguarda na Rua Santa Eulália, 86 (Santana).

O Bicho no Parque tem uma parceira, a Cris Frate, protetora independente que recolhe, acolhe e medica bebês gatos abandonados. Eles só ganham ração super premium e são pra lá de paparicados e mimados. Depois que eles se recuperam, são encaminhados para adoção, através da imensa lista de contatos da Cris.

Também estou bastante envolvida com o trabalho da Cris e tento ajudar no que me é possível. Passar umas horas com esses gatinhos é muito melhor do que qualquer terapia e eles ficam muito felizes e agradecidos pelo carinho e atenção recebidos.

Visite o blog da Cris e fique babando pelas coisas lindas que lá estão http://adoteummiau.blogspot.com.”

"Passar umas horas com esses gatinhos é muito melhor do que qualquer terapia", conclui Mayena.


Seja voluntário do Bicho no Parque

O Bicho no Parque trabalha com gatos ferais, ou seja, com os animais que vivem soltos na natureza.

Recebemos contatos via blog de várias pessoas interessadas em fazer trabalho voluntário com os gatos do nosso projeto. Foi através do blog que duas voluntárias – a Mayena e a Beatriz – passaram a fazer parte do nosso time! Cada pessoa que se une soma muito ao grupo!

Trabalho voluntariado exige responsabilidade com o compromisso assumido, mas o melhor de tudo é dar e receber muito amor dos fofuchos que cuidamos. Isso transforma nossa energia no dia a dia: ao entrarmos no mundo do animal, nossas preocupações pessoais ficam em segundo plano e, ao final da tarefa, saímos sempre de alma lavada.

Nossa mais recente voluntária, a Mayena, chegou com tudo no projeto e tem atuado na alimentação, castração dos animais, relacionamento do Bicho no Parque com o CCZ, bazar e muito mais.  Inspire-se com o depoimento dela a seguir! Quem sabe um dia você também não vai fazer parte da nossa turma? 🙂

“Nunca imaginei que seria algo tão gratificante”, diz Mayena

“Quando decidi  me engajar no Projeto Bicho no Parque, eu nunca imaginei que seria algo tão gratificante. Se a energia do parque já é especial, juntando com a dos gatinhos então… Nas manhãs de tempo ensolarado então…

Nas primeiras vezes que fui junto com outras voluntárias, eles estranharam um pouco e ficaram meio ressabiados, mas isso logo, logo passou e agora eles já me reconhecem de longe.

Hoje, vê-los chegar correndo até mim com os rabinhos levantados é um dos presentes que recebo toda vez que vou ao parque. Fico emocionada sempre que é o meu turno de alimentá-los. Mesmo aqueles mais ariscos querem um carinho e me sinto vitoriosa, quando consigo passar a mão, mesmo que de leve, em um desses. Talvez o fato de eu ser apaixonada por gatos tenha alguma influência, mas sinto que me faz muito bem saber que estou fazendo o BEM. Recomendo a todas as pessoas que gostem de animais.”

Mayena Buckup

>> Saiba Mais

Leia a seção “Quero ajudar“.