Zé Ricardo: o gato voluntário

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Cada gato atendido pelo nosso projeto é especial em nosso coração. O Zé, também chamado de Ricardo, é o gato mais companheiro das voluntárias do Bicho no Parque – ele costuma fazer a ronda (ou pelo menos boa parte dela) caminhando junto conosco – e olha que para alimentar a turma toda, andamos pelo menos 2 horas! Nosso gato voluntário é simplesmente incrível…

Quando chegamos ao ponto onde o Ricardo normalmente fica, lá aparece ele por trás das folhagens se espreguiçando depois de um bom descanso. Ele come um pouquinho e logo começa seu trabalho voluntário conosco. Ao longo do trajeto, esse gatão meio selvagem vai “conversando” com a gente e pedindo carinho.

Mas Zé Ricardo não brinca em serviço. Com porte de guarda-costa e inspetor, ele parece avaliar se estamos fazendo direitinho nosso trabalho, confere onde estamos pondo a ração e degusta um pouquinho em cada um dos vários lugares!  Quando demoramos mais em um dos pontos, começa a miar como quem diz: “Vamos! Temos muito trabalho pela frente!” Ou se começamos a caminhar e ele fica para trás, mia alto e corre atrás da gente na linha “Espere por mim!”

Como já deu a “volta olímpica” pelo parque junto conosco, ele é o único gato do projeto que conhece 100% dos locais onde colocamos comida. Para minha surpresa, esta semana quando finalmente terminei de cuidar de toda a turma, o Zé estava comigo no estacionamento enquanto eu guardava as coisas. Você acredita que enquanto me distrai, o danado pulou dentro do porta-malas e foi comer ração lá dentro também?!

Espero que um dia você possa conhecer nosso trabalho de perto, pois tenho certeza que também ficará apaixonada(o) pelo Ricardo (ou Zé, como preferir) e por todos os outros gatinhos que o Bicho no Parque cuida! Agora se você já virou fã do nosso gato voluntário, que tal tornar-se madrinha ou padrinho desse querido? Ele merece!!!

>> Clique na miniatura desejada para ampliar a foto:


Voluntariado: Mayena Buckup relata experiência no Bicho no Parque

Além de alimentar 130 gatos duas vezes por semana, Mayena Buckup tem atuado para evitar a superpopulação felina e o problema do abandono.

Por Mayena Buckup

“Desde maio deste ano, sou uma das alimentadoras dos gatinhos do parque em duas manhãs na semana.  Assumi também o acompanhamento na captura dos animais que ainda têm que ser castrados – atualmente são por volta de 20. Parece bastante, mas perto dos mais de 130 que lá moram, estamos no caminho!

Funciona assim: no dia anterior, os gatinhos devem receber menos alimentação (eu mesma me empenho nessa tarefa para ter certeza de que de fato ganham pouca comida), assim na hora da captura fica mais fácil, pois, com fome, entram nas armadilhas com mais facilidade.

Ah! É o Centro de Controle de Zoonoses o responsável por este assunto. Estamos nos encontrando todas as quartas-feiras de manhã e saímos em busca dos gatinhos que ainda não foram castrados. A minha função é atraí-los, pois me conhecem e confiam em mim e, de verdade, me sinto uma traidora, mas sei que é para o bem deles. Na sexta-feira seguinte, eles são devolvidos ao Parque no mesmo local onde vivem. Eu saio do Parque às quartas-feiras com aquele maravilhoso sentimento de dever cumprido.

Dependendo do seu perfil, alguns deles ficam no CCZ para serem encaminhados para adoção. Eu sempre tive uma péssima impressão do CCZ, com aquela coisa de eutanásia, superpopulação nos gatis e canis, maus tratos, etc. Bom, achei que não adiantava nada ficar só na impressão e decidi ir lá pessoalmente, de surpresa.

Fui super bem recebida, fiz um tour por todas as instalações, inclusive gatil e canil (bem espaçosos, por sinal) e até estábulos – tinha uma égua com potrinho bem novinho. Saí de lá com uma excelente impressão e de alma mais leve.  Recomendo a todos que têm esta impressão pesada de como o CCZ era antes que façam uma visita. É surpreendente e inesperado o que nos aguarda na Rua Santa Eulália, 86 (Santana).

O Bicho no Parque tem uma parceira, a Cris Frate, protetora independente que recolhe, acolhe e medica bebês gatos abandonados. Eles só ganham ração super premium e são pra lá de paparicados e mimados. Depois que eles se recuperam, são encaminhados para adoção, através da imensa lista de contatos da Cris.

Também estou bastante envolvida com o trabalho da Cris e tento ajudar no que me é possível. Passar umas horas com esses gatinhos é muito melhor do que qualquer terapia e eles ficam muito felizes e agradecidos pelo carinho e atenção recebidos.

Visite o blog da Cris e fique babando pelas coisas lindas que lá estão http://adoteummiau.blogspot.com.”

"Passar umas horas com esses gatinhos é muito melhor do que qualquer terapia", conclui Mayena.


Pirata: o gatinho que nos recepciona no parque

Cada gato do nosso projeto é especial e querido para a gente. Nesta semana, fotografei o Pirata, frajola muito fofo que só tem um olhinho. Ele fica na primeira colônia felina que alimento e é o primeiro a aparecer cheio de dengo e logo sai correndo miando em direção a seu pratinho de comida!

Se você quiser ser madrinha/padrinho desta fofura, fazendo doação mensal de qualquer quantia para nos ajudar a comprar ração, entre em contato! Felizmente alguns gatinhos têm padrinho e madrinha, mas ainda compramos a maior parte da ração mensal com nosso próprio dinheiro. Se puder ajudar, é só entrar em contato que passamos os dados bancários, ok!

Beijo para nossos leitores e nosso obrigado especial a todos que têm ajudado a gente a cuidar da turma toda!


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