Emanando amor para dois amigos que partiram

Andarilho e Jaguar, vamos sentir saudade de vocês!

Tão amados… Vamos sentir saudade de vocês…

Por Renata Del Nero

Hoje as notícias não são boas. Pedimos desculpas por demorar a dá-las, mas nós, voluntários, ainda estamos recuperando-nos do choque que foi perder dois gatinhos tão amados no mesmo dia.

O Andarilho, gatinho que vínhamos cuidando com tanto carinho, morreu. Ele estava com anemia grave, infecção e icterícia, ficou um período internado e depois foi para a casa de uma voluntária para continuar o tratamento, e realmente vinha melhorando bastante. Mas depois de aproximadamente um mês de cuidados e muito amor, seu quadro piorou muito e rapidamente.  Voltou ao hospital, onde ficou internado por mais uma semana, mas sua situação piorava dia a dia até que numa sexta-feira, 6 de setembro último, ele morreu.

Enquanto o Andarilho ainda estava em tratamento houve outra emergência, desta vez com nosso amado Jaguar. Quando o resgatamos chegamos a ter dúvidas se ele realmente ainda estava vivo, tão ruim era o estado de nosso querido. No hospital foi diagnosticada uma subluxação cervical (por ter sofrido algum violento trauma). Ele não andava e tinha perdido o controle da bexiga, tinha dor, infecção urinária… Mas dia a dia o bichinho vinha incrivelmente se recuperando. Primeiro foram os movimentos, depois passou a ficar um pouco em pé, a dar uns passinhos, readquiriu o controle da bexiga. Apresentava uma melhora ainda superior àquela que o mais otimista poderia esperar.

Deixou o hospital e continuou o tratamento na casa de outra voluntária. Por todo esse período ficou muito bem e foi uma fofurice só. Num retorno, foi feito um ultrassom para se avaliar a situação da bexiga, quando se observou bastante líquido no tórax (devido ao trauma), situação que surpreendeu a todos. Precisava-se drenar na hora e havia risco. O procedimento foi feito, e nosso pequeno Jaguar não resistiu. Assim, de repente, ele se foi. Um choque. E foi neste mesmo dia, algumas horas depois, que o Andarilho nos deixou.

A tristeza ainda é muita.

Resta-nos a certeza de que não medimos esforços, carinho, atenção e cuidados para o bem desses dois anjinhos, e que no período que tivemos o privilégio de conviver com eles houve uma intensa troca de amor; fica ainda nossa gratidão por ter convivido com seres tão especiais…


SOS Vet: ajude o gatinho Andarilho

Por Renata Del Nero

O Andarilho está precisando muito da sua ajuda!

Este é o Andarilho, gatinho assistido pelo Bicho no Parque. Percebemos que ele havia perdido peso, que não estava bem, e o levamos a uma clínica. Foram constatadas anemia grave, infecção e icterícia (que pode indicar lipidose hepática causada por falta de alimentação). Também havia ferimentos pelo corpo, principalmente em suas patinhas. Ele permaneceu internado por uma semana, sem muita melhora.

Foram feitos todos os exames necessários, mas ainda não se fechou um diagnóstico. Desconfia-se de micoplasmose, uma doença causada por uma bactéria que é transmitida por pulgas. Ele está em LT agora com uma de nossas voluntárias, recebendo todos os cuidados e muito carinho, e começou a melhorar! 🙂

Ele agora está se recuperando com a ajuda de uma voluntária

Houve muitos gastos e precisamos de ajuda para bancar o tratamento. Quem puder nos ajudar, por favor, pode fazer depósito na conta da voluntária Mayena (o Bicho no Parque ainda não tem uma conta, por isso usamos a conta de uma voluntária):

Itaú
Ag 0390
CC 01484-3
(Após o depósito, pedimos, por favor, que envie email para mayena@bol.com.br avisando sobre a doação para o Andarilho.)

Qualquer quantia doada é muito bem-vinda! Agradecemos muito todos que puderem contribuir. Abaixo postamos os recibos das despesas.

internacao e exames Andarilho medicamentos Andarilho


Urgência no parque

Poucas vezes pedimos a ajuda de vocês. Mas hoje estamos aqui para pedir ajuda, qualquer uma, com um caso super grave. A Mimosa, gatinha “vaquinha” que vive no parque, esta internada desde domingo, tentando se recuperar de uma bicheira em estado avançado.

Tudo começou em um sábado, 08 de dezembro, quando uma voluntária, durante sua ronda de alimentação, encontrou nossa vaquinha com o rabo sem pelos. A região estava cheia de larvas, com sinais de infecção e mal cheiro, muito mal mesmo. Mas quando vamos alimentar os gatos, nem sempre estamos preparados com caixa de transporte ou gatoeiras para capturas. Então, no dia seguinte, domingo, outro voluntário foi até lá resgatá-la, mas Mimosa percebeu e não se deixou capturar. E infelizmente, desde então, sempre que a chuva dava uma trégua, tentávamos uma captura, mas a sorte não estava do nosso lado..

Nossa vaquinha com rabinho comprometido

Nossa vaquinha com rabinho comprometido

Sabem, é muito, mas muito angustiante de verdade saber que um gatinho precisa de ajuda e você não consegue capturá-lo. Dá uma sensação de fracasso muito grande, e uma tristeza profunda, porque cada hora que passa pode significar uma hora a menos que lhe resta. Mas capturar um gato, sobretudo em época de chuva torrencial, é uma tarefa bem difícil.

E assim os dias foram passando, e nossa angústia aumentando proporcionalmente. Durante uns 3 dias fomos ao parque em nova tentativa de captura, e ela nem sequer apareceu. Nestas horas, um vazio profundo invade a alma só de pensar que pode ser tarde demais e o pior já ter acontecido. 😦

Felizmente, São Franscisco deve ter ouvido nossos pedidos. No último domingo, dia 16 de dezembro, a voluntária Aline, nossa heroína das capturas, conseguiu finalmente resgatá-la. A pobrezinha estava muito debilitada e devia estar morta de dor pois entrou sozinha na caixa de transporte.

Mimosa foi levada às pressas para uma clínica, onde está internada desde então. Nossa vaquinha chegou sem forças pra nada, em um estado deplorável – possivelmente não lhe restavam muitas horas mais. Foi imediatamente medicada com morfina e antibióticos, pois seu quadro de infecção era bastante grave. Imaginem só, você sendo devorado vivo por larvas?

Se recuperando

Se recuperando

Nossa “pequena” Mimosa está respondendo ao tratamento. Apesar das feridas profundas, de muita pele necrosada no ânus e do rabo estar no osso, seu estado geral é melhor. Não restam mais larvas, ela está comendo sozinha, ainda que muito pouco, o cheiro podre não existe mais.

Na clínica aos cuidados da Dra. Tatiana

Na clínica aos cuidados da Dra. Tatiana

Mas isso é só o início de sua recuperação… Ainda não sabemos se os órgãos internos foram afetados ou não, ou se será necessário amputar o rabo. Seu estado ainda inspira muitos cuidados e ela toma muitas medicações contra dor e infecção. Temos apenas duas certezas:

– Não vamos poupar esforços para oferecê-la o que estiver ao nosso alcance até que ela esteja 100% recuperada;

– A conta do tratamento será bem alta, pois ela requer cuidados e acompanhamento intensivos, diversos medicamentos  e possivelmente será necessária uma intervenção cirúrgica.

Por isso, precisamos de qualquer ajuda para o tratamento da Mimosa. Será uma longa jornada, e toda ajuda para esta fofucha é mais do que bem-vinda. Para quem puder ajudar, os dados para depósito seguem abaixo: 

Bco Itaú, agência 0390, conta-corrente 01484-3 – Mayena Buckup

Por favor enviem um e-mail para mayena@bol.com.br confirmando sua transferência para que possamos identificá-la.

 

Mimosa e os voluntários do Bicho no Parque agradecem de coração!


Marie devolvida…

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Pois é… A gente festeja com o coração cheio de alegria quando um gatinho, sobretudo adulto, ganha uma família. Mas às vezes não dá certo, e o mesmo coração que não cabia em si de alegria fica tão pequeno que parece querer implodir. A adoção da Marie infelizmente não deu certo e ela precisa de uma nova chance.

Marie é uma gatinha linda e charmosa de aproximadamente 2 anos. Foi encontrada pelo Bicho no Parque  em estado gravíssimo de anorexia e lipose. Foram meses de cuidados intensos, terapia do amor e muitas colheradas de carinho na casa da tia Rê pra conseguir reverter o quadro. Totalmente recuperada, foi adotada em agosto, mas devolvida quase 3 meses depois.

Nossa meninota não é uma gatinha qualquer. Sua história é prova disso: Marie é uma gatinha forte e destemida, que quis muito viver! Apesar de ser muito carinhosa, tem personalidade forte e não sai mostrando a barriguinha pra qualquer um. É preciso conquistá-la e fazê-la se sentir segura. E como outros gatos são fonte de insegurança pra ela, Marie prefere ser sozinha e ficar entre humanos.

Marie precisa de alguém tão especial quanto ela. Alguém com um cantinho sossegado e que possa lhe dar muito amor e carinho. É você esta pessoa? Você conhece alguém assim? Nos ajuda a encontrar uma família especial pra Marie?
Está castrada, vacinada, é negativa pra Fiv/Felv. Contato com Renata: renatadelnero@gmail.com | 11 9 9157 3773


Bicho no Parque em festa!

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Há muitos gatos lindos, dóceis, fofos e ronronentos vivendo no parque. Foram abandonados ali e, apesar de mansos, são adultos ou mesmo idosos e por isso é muito difícil encontrar alguém disposto a adotá-los apesar de nossos esforços.

Entretanto, no mês de agosto conseguimos adoção para nada menos do que 3 gatos adultos que viviam no parque, dentre os quais um preto! Nem precisa explicar porque estamos em festa, né?

A Puminha foi uma das sortudas que ganhou uma família amorosa. Ela é uma siberiana linda que havia sido abandonada no começo do ano. Quando a encontramos, estava assustada e faminta, sem entender o que estava acontecendo e tentando se achar naquele lugar desconhecido. Puminha foi castrada pelo Bicho no Parque e passou a receber os mimos diários dos voluntários do projeto. Apesar de estar bem, alguns de nós nos preocupávamos com ela. A vida no parque parecia estar deixando nossa Puminha mais arredia e desconfiada com o tempo.

Foi então que o Ralf e seu filho, ambos frequentadores do parque, se encantaram pela princesa. Eles passaram a levar sachês e patês para a Puminha no parque, até que um dia, pra nossa grande alegria, decidiram levá-la pra casa.

Nossa lindinha tirou a sorte grande: agora tem uma casa e uma família amorosa pra cuidar dela. Vejam as fotos que ela manda, como está linda e feliz!

Como a Puminha, o Noir, a Nina e a Maluzinha também ganharam famílias em agosto. Mas ainda há muitos outros gatinhos que esperam no parque pela sua vez de tirar a sorte grande.

E você, não quer adotar um bigode carente? Temos certeza de que existe um bigode especial esperando por você no parque. Basta conhecê-lo

Para adotar um dos gatinhos que estão à espera de um lar no parque: samanthafederici@gmail


Veterinários de plantão

Leona é uma gata linda, com juba, toda posuda, uma rainha. É mansa, mas já se aproxima com presença, deixando claro quem é que manda ali. Leona apareceu um dia destes com um machucado perto da cauda. Um furinho que achamos ser berne, mas não tinha nada dentro.

Nem sempre a gente opta, de imediato, por uma ida ao veterinário devido ao stress que isso pode causar. Decidimos pelo bom e velho merthiolate que cada voluntário aplicaria em sua ronda no parque. Acontece que passada uma semana de tratamento “caseiro”, o furinho estava lá, igual… Foi então que a pegamos para uma visita ao vet, que aplicou convênia e receitou um tratamento com pomada que fazemos no parque mesmo.

Leona em dois dias já estava praticamente boa do seu ferimento. Mas a veterinária constatou que seus dentes estão péssimos: coroas quebradas, inflamação nas gengivas e deve estar causando bastante dor na pobre. A intervenção está agendada e será realizada dentro de alguns dias.

 


Seu amiguinho também pode salvar vidas

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Você tem um gatinho ou cãozinho de estimação? Sabia que ele pode ajudar a salvar a vida de outros gatinhos e cãezinhos?

Pouca gente sabe, mas os bichinhos de estimação também podem ser doadores de sangue. A transfusão de sangue pode ser necessária em cirurgias complicadas, casos de envenenamento, atropelamentos, câncer ou doença do carrapato. Para estes casos, existe um banco de sangue que, por falta de informação, vive com estoque muito baixo. Para um animal que precisa de sangue, a falta de estoque pode ser fatal.

Por isso, se você ama seu bichinho, pense nas vidas que ele pode salvar doando um pouquinho de sangue! Para ser doador, são feitos exames preliminares para constatar a saúde do animal e garantir que não há riscos nem para o doador, nem para o receptor.

No caso dos cães, é necessário ter mais de 25 quilos, idade entre um a oito anos, estarem vacinados, vermifugados, nunca terem tido a doença do carrapato, serem dóceis e estarem clinicamente bem.

No caso dos gatos, é preciso pesar mais de quatro quilos, possuirem entre um e dez anos, estarem vacinados, vermifugados e serem negativos para aids felina e leucemia.

As doações podem ser feitas no Hemovet (11 6918-8050), USP (11 3091-7944) ou na Universidade Anhembi Morumbi (11 6090-4693).


Marie, mais um caso de superação

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No sábado, dia 2 de junho, já estava tudo programado: Pirata, um gatinho caolho do parque, seria levado ao vet pois seu único olhinho parecia estar ruim. Pirata deu um baile e não se deixou capturar de jeito nenhum. Em contrapartida, recebemos o aviso de uma gatinha que havia aparecido há 40 minutos, miando muito e seguindo as pessoas.

Quando a encontramos, deu dó de ver.. a pobrezinha estava pele e osso! De tão magrinha, dava pra contar todos os ossinhos… Devorou a ração ali mesmo e foi levada no colo, quietinha, até o carro. Levada às pressas ao veterinário, foi diagnosticada com desnutrição grave, desidratação, icterícia e piolhos. Comeu A/D sem parar, e foi levada para a casa de uma outra voluntária para se recuperar.

Marie (como foi chamada pela filha de um voluntário que se inspirou no desenho Aristogatas) parecia ser um caso simples, mas o problema era maior do que parecia. Ela se recusava a comer sozinha e, após investigação, foi constatada lipidose hepática, possivelmente causada por privação de comida. Para quem não conhece esta doença, trata-se de excesso de gordura no fígado, causada quando o animal fica muito tempo sem comer. É um quadro difícil de reverter e, por isso, muito grave.

Foram dias e mais dias de muita dedicação e carinho, tentando fazê-la retomar o gosto pela comida, com os sachês mais saborosos e comidinhas ultra apetitosas, dando na boca com o maior cuidado para não causar aversão, o que poderia piorar o caso…. Eis que um belo dia, Marie comeu sozinha, bebeu água sozinha e fez uma sessão de carinho e fofurice de mais de uma hora, com direito a escalada de perna e muito colo! E desde então, a pequena só melhora, dia após dia 🙂

Marie é uma das gatinhas mais lindas e carinhosas que já vimos. Apesar de tudo pelo que passou, ela não perdeu a meiguice, o dengo, a pose… Basta você chegar perto que ela se aninha no seu colo, por horas, ronronando sem parar. Ela sabe pedir e retribuir carinho como ninguém mais. E se você resolve sair, ela faz dengo, mia, te chama. É a coisa mais irresistível deste mundo… E tem recompensa melhor do que esta?

Suas despesas até agora somam R$ 675,00 (R$ 340,00 de exames e outros R$ 335,00 de remédios). Portanto, se você puder contribuir na recuperação desta fofura, ficamos super agradecidos!

Marie está na reta final de sua recuperação e logo estará disponível para adoção.

Dados para contribuir:

Bco Itaú, agência 3170, conta-corrente 03203-5 – Renata Lopes Del Nero

Por favor enviem um e-mail para renatadelnero@gmail.com confirmando sua transferência para que possamos identificá-la.


Belinha: meses de espera…

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Atualização: Belinha foi adotada dia 14/07 e logo deve mandar notícias

Em meados de maio um resgate inesquecível marcou nosso cotidiano: retiramos uma gatinha linda de uma laje sem saída – uma história que emocionou a todos nós. Foi assim que Belinha chegou ao Bicho no Parque e ganhou uma segunda chance de ser feliz, ter uma casinha, cama quentinha e uma família bem bacana.

Recuperada do estado frágil em que chegou, Belinha se mostrou uma gatinha dos sonhos! Além de ter uma pelagem maravilhosa, cinza e branca, ela é toda delicada, mignonzinha, carinhosa… um anjinho mesmo! E como se não bastasse tudo isso, é uma filhotona brincalhona e feliz. A missão de encontrar uma família para ela parecia tarefa simples. Afinal, quem resistiria a uma gatinha tão encantadora?

Só que passados quase 3 meses, Belinha ainda espera sua tão sonhada família…. 😦

Belinha já teve 2 adotantes interessados que acabaram desistindo de adotá-la. Passou vários sábados na feirinha, numa gaiolinha, vendo uma porção de gente entrar e acabar adotando filhotinhos, com os quais ela, já maiorzinha, não pode competir. E ela ali, quietinha, esperando a adoção que não chega….

Durante este tempo todo, a gente se pergunta porquê ninguém dá uma chance pra uma gatinha linda, saudável, comportadinha, feliz, carinhosa e tantos outros adjetivos… Ela não merece, só porque não é mais uma bebezinha, não ganhar sua família de conto de fada, vocês não acham? Então, viemos aqui fazer um pedido a todos vocês: que tal nos ajudarem a encontrar um lar pra Belinha? Se vocês não podem adotá-la, que tal compartilharem e nos ajudarem a divulgar?

Belinha está em São Paulo. Para adotá-la, escreva para aline@forsthofer.com.br


Abandono de animais em parques

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Como a maioria de vocês já sabe, o Bicho no Parque é um projeto de voluntariado que atua na proteção de gatos vivendo em uma área pública de São Paulo. Hoje já são cerca de 140 animais que dependem da atuação do projeto. A grande maioria destes animais, porém, não nasceu ali – ao contrário, tinham um lar, mas foram abandonados.

Ainda é comum as pessoas acreditarem que os animais vivem bem na natureza, em liberdade, em áreas verdes, onde vão se virar bem ter a melhor vida possível. A realidade que poucos conhecem, no entanto, é bem diferente….

Cães a gatos são animais domésticos que PRECISAM dos cuidados humanos. Eles não conseguem se virar sozinhos, não sabem se alimentar sozinhos, se defender sozinhos de outros animais ou da crueldade das pessoas, e são expostos à doenças para as quais não possuem resistência.

No local em que atuamos, os gatos precisam competir com gambás silvestres por comida e espaço, e acabam levando a pior. Em consequência, não é raro encontrarmos gatos machucados por brigas com gambás. Ou, pior, vítimas de malvadezas. Outro dia, uma voluntária, durante sua ronda, se deparou com pessoas que estavam com tudo preparado para pegar um gato preto, certamente com as piores intensões possíveis.

Os parques também não oferecem aos animais locais adequados para que se abriguem do frio ou da chuva. Durante o inverno, sempre há casos que adoecem e precisam ser resgatados para cuidados especiais, e alguns podem não sobreviver. Um animal com uma infecção no olho pode acabar perdendo a visão se não receber os cuidados a tempo, o que é muito prejudicial para a vida em lberdade.

Outro problema que muitos desconhecem é que, quando uma espécie é introduzida em um ambiente que não é o seu, pode-se desequilibrar de maneira sensível o ecossistema. No caso dos gatos em parques, se nada for feito acaba se reproduzindo rapidamente e o crescimento populacional afeta outras espécies naturais dali.

Cães e gatos NÃO devem ser abandonados e é falsa a idéia de que eles serão felizes em parques, só porque estarão em liberdade. Eles sofrem com o abandono e podem adoecer e morrer. Quando encontramos um gato abandonado, via de regra ele está assustado, estressado, sem saber o que fazer, completamente perdido, e é de partir o coração vivenciar esta situação. Ainda que possam se adaptar, nunca viverão tão bem quanto abrigados, na companhia de humanos, e tratados com amor.

Abandonar um animal de estimação é SEMPRE um ato de crueldade.  Jamais abandone um animal e, caso testemunhe um abandono, denuncie!

Para ajudar a esclarecer o assunto, disponibilizamos uma cartilha sobre o abandono de animais. E faça a sua parte: seja responsável com seus bichos de estimação!