Mamãe sortuda
Publicado; 13 de maio de 2012 Arquivado em: Adoção, Gatos Adultos, Reflexões Deixe um comentárioHoje é dia das mães. E o Bicho no Parque deseja a todas as mamães do mundo, humanas ou felinas, um feliz dia das mães. Afinal, mãe é sempre especial!
Mas no mundo felino, muitas mamães são preteridas na hora da adoção. As pessoas preferem os filhotes, e as mamães acabam sobrando. Então a gente queria homenagear, neste dia especial, uma mãezinha que passou pelo Bicho no Parque este ano, e que ganhou na loteria.
A mãezinha preta foi encontrada no parque com mais 3 filhotes, já grandinhos, lindos e brincalhões. Apesar de ser sua primeira cria, ela foi uma mamãe exemplar. Os filhotes foram rapidamente adotados, e a mãezinha foi chamada de Naomi no lar temporáreo… onde ficou…. e ficou… e apesar dos posts e pedidos de ajuda, a adoção da Naomi nao acontecia… 😦 Pobrezinha, ser mãe e preta, no mundo felino, não é uma combinação fácil.
Eis que um belo dia, a Naomi mudou de lar temporáreo e foi para a casa da Fátima, também voluntária do Bicho no Parque. Só que de lá, Naomi não saiu mais! A Fátima se rendeu aos encantos da pretinha, e decidiu dar a ela o lar que ela tanto merecia. Naomi passou a se chamar Uná, que vem do tupi-guarani e quer dizer aquela que traz a força da cor preta, que reúne nela mesma todas as cores. Bonito, não?
A mamãe Uná tirou a sorte grande, e agora pode ronronar feliz e protegida na casa da Fátima, em compahia de seus irmãos. Vejam só as fotos.
Em nome de Uná, o Bicho no Parque deseja a todas as mamães um dia cheio de alegria! Tomara que outras mamães felinas possam ter a sorte que a Uná teve.
- No dia do resgate, com seus filhotes
- Quando ainda era Naomi, no 1o LT
- Uná na casa nova. Olha que charme!
- Uná e seus irmãos… ela já se sente dona do pedaço 😉
Contos de fadas existem…
Publicado; 6 de maio de 2012 Arquivado em: Adoção, Gatos Adultos, Reflexões Deixe um comentárioPor Nelson Novaes
Louis foi deixado no parque, em outubro de 2011, junto com um companheiro, que ficou triste demais com o abandono e se recusou a comer, definhou e morreu sem que conseguíssemos salvá-lo a tempo. Foram dois grandes baques para nosso peludo: primeiro, o abandono; segundo, a morte do irmão. Apesar disso tudo, Louis se manteve um lord, motivo pelo qual recebeu esse nome aristocrata.
Diferente dos outros gatos que vivem no parque, Louis nunca interagiu com os outros gatos e sempre evitou contato conosco. Como nunca apareceu com cria, deduzimos ser um macho. E o tempo foi passando, e timidamente, pouco a pouco, Louis foi se adaptando e se aproximando da gente, mas sempre com aquele olhar distante, por vezes melancólico, que não nos deixava esquecer seu passado.
Finalmente, depois de meses de tentativas, conseguimos capturar nosso lord para ser encaminhado para a castração e depois devolvido no mesmo local, prática que fazemos com todos os gatos. Só que dessa vez foi diferente, uma vez capturado, decidimos que ele merecia uma segunda chance, ou seja, reinar sobre uma cama macia e ronronar deitado em um colo novamente, bem longe do solitário e frio bambuzal do parque.
Assim, um de nossos voluntários o levou para sua casa, onde poderia passar por um processo de readaptação antes de ganhar um novo e merecido lar. E eis que veio a surpresa, a veterinária que foi castrá-lo nos disse que nosso Louis já era esterilizado, e que na verdade era uma menina! Assim, nosso lord se revelou a lady que sempre foi, e Louis virou Louise, ou lady Lo rs.
Além de todo o histórico de abandono, perda de companheiro e vida em um bambuzal hostil para uma lady como ela, Louise teve que passar por mais mudanças: foi capturada, tirada do parque, levada para o Centro de Zoonoses, manipulada e, por fim, levada para um lar temporário. Quanta mudança para uma sensível lady!
Mas ela não nos decepcionou, e pouco a pouco foi mostrando que estava disposta a se adaptar novamente a um lar e voltar a confiar em seres humanos. E quando todos se mobilizam para o bem da fofa Louise, o universo conspira a favor, e eis que surge em nossas vidas a Adriana, pessoa iluminada que se dispôs a adotá-la e dar-lhe um lar e família, respeitando seu tempo de adaptação e vibrando com cada progresso da nossa lady.
E não é que Louise sacou isso de cara e no primeiro dia já aceitou carinhos e dormiu na cama enroladinha com a sua nova mãe? Quando recebemos essas fotos ficamos todos emocionados, certos de que, para a pequena Louise, nós fizemos a diferença!
Cada um de nós pode fazer a diferença na vida de um gatinho. Há muitos gatos dóceis vivendo no parque. Caso tenha interesse em apadrinhar ou adotar um deles, entre em contato com samanthafederici@gmail.com
- No solitário bambuzal
- Comendo sozinho
- Quando ainda era lord
- Agora Louise, felizarda, no colinho da Adriana
- Dormindo com mamãe… sem palavras 🙂
Josefina dos olhos de esmeralda
Publicado; 20 de abril de 2012 Arquivado em: Alimentação, Gatos Adultos, Reflexões 1 comentárioHá muitos gatos no parque e todos são especiais para nós. Mas alguns possuem características tão marcantes que acabam se tornando personalidades do parque. Josefina é uma destas gatinhas e queremos apresentá-la a todos vocês.
Josefina, “Jose” para os íntimos, é uma gata tricolor de olhos penetrantes de um verde indescritível que vive no parque há algum tempo; ela é “das antigas”. Seu nome já diz tudo: Jose é mesmo fina.. Tão fina que se fosse gente, seria uma princesa. É ultra feminina e delicada, anda com passos tão leves que quase não é notada. Até seu miadinho é sutil, baixinho, mas inconfundível.
Jose aparece pra comer praticamente todos os dias. Se ela não aparece, já deixa a gente preocupado, às vezes sem motivo. Logo que a gente chega, ela surge discreta das plantas, espera afastada que a gente se aproxime, coloque comida e faça carinho na sua cabecinha pra ela se animar a comer. Jose come longe dos outros gatos… E a gente sabe que com ela, é preciso esperar um pouco pra garantir que a pequena se alimente, porque ela come tão devagarinho que se a gente não vigia chega outro esfomeado sem maneiras e acaba com o seu ritual.
Jose é dengosa e adora carinho na barriga. Mas ela também tem problemas renais e por isso sua saúde requer atenção redobrada. Mimos não faltam e sempre a presenteamos com sachês e comidinhas especiais, pra tristeza da concorrência.
Entre nós há aqueles que acham que Jose merece uma aposentadoria 5 estrelas, com cama quentinha e longe do parque. Mas é uma adoção difícil e nunca ninguém se interessou em levá-la pra casa. Enquanto esta boa alma não aparece, a gente faz o que pode pra oferecer pra Jose a melhor vida que ela pode ter no parque.
Para adotar ou apadrinhar a Josefina, escreva para samanthafederici@gmail.com












