Inclusão Animal: Wendy, a filhote com 3 patinhas, apresenta sua família

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Vocês se lembram do caso de uma filhote especial que não tinha uma das patinhas da frente e foi abandonada com sua mãe e dois irmãozinhos? (…) Felizmente, todos eles tiveram a sorte de ganhar um lar, sendo que a Wendy foi adotada pela minha querida amiga e companheira de trabalho voluntário, Gabriela Dayan. Ela está apaixonada pela nova integrante da família!

Confira o depoimento

“Eu estava viajando quando fiquei sabendo que tinham achado a ninhada. Fiquei pensando no filhote deficiente, que eu achava ser machinho. Achei que iria sobrar ou, na melhor das hipóteses, que seria adotado por alguém tranquilo e mais idoso, já que o gatinho – por ter apenas três perninhas – não poderia brincar muito.

Por outro lado, me peguei pensando que seria muito bom ter mais um animal em casa pra fazer companhia pro meu gato Edu. Mas ao mesmo tempo ficava apreensiva de ter um filhote com uma patinha a menos, pois tenho também a Gretta Maria, uma bull terrier fofa, mas meio “truculenta” em suas brincadeiras.

Descobri que o gatinho era na verdade fêmea e pensei que seria uma ótima companhia pro Edu. Foi assim que resolvi tentar a adaptação e a Wendy chegou em casa! Ela ficou três dias isolada no meu quarto para se acostumar com o ambiente, assim como mandam os livros e especialistas, já que ela estava insegura e fazendo “fus” pra tudo.

Depois de tentar a socialização sem sucesso, até pensei em desistir, mas já estava apaixonada pela carinha fofa da Wendy!

Após quatro xixis errados (na minha cama!), resolvi soltá-la com meus outros animais. Trabalhei com dor no coração, mas ao chegar em casa percebi que ela estava bem, o Edu não largava mais dela e a Gretta Maria, minha bull, levava os brinquedos para brincarem juntas, bem coisa de “menina”, sabe?!

No final, Wendy & Edu viraram um casalzinho inseparável. Eles falam uma língua alienígena o tempo todo e eu e minha dog ficamos boiando nas conversas e brincadeiras dos dois!

Para minha surpresa, a Wendy é muito levada, escala tudo e chora quando só o Edu consegue chegar aos locais mais altos! Tudo que ele faz, ela quer fazer também, dormem juntos, conversam…  Como diz o veterinário: “você falou pra ela que ela não tem uma perninha? Então… Ela não sabe!”

Amo meus filhotes e a Wendy é tão apaixonante que está conquistando até o coração da minha mãe, que nunca foi gateira! Estou muito feliz que a família cresceu!”

Curtiu a história? Inspire-se!

Há muitos bichinhos com necessidades especiais esperando adoção! Pense com carinho. Faça a diferença no mundo!  ; )

Vídeos da Wendy: a espoleta

Ela começa a brincadeira com certa timidez:

Aqui ela ganha confiança e fica mais ousada:

E nesse vídeo você vê que ela é ligeira pra brincar, pular, correr – como todo filhote!


Mamãe sortuda

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Hoje é dia das mães. E o Bicho no Parque deseja a todas as mamães do mundo, humanas ou felinas, um feliz dia das mães. Afinal, mãe é sempre especial!

Mas no mundo felino, muitas mamães são preteridas na hora da adoção. As pessoas preferem os filhotes, e as mamães acabam sobrando. Então a gente queria homenagear, neste dia especial, uma mãezinha que passou pelo Bicho no Parque este ano, e que ganhou na loteria.

A mãezinha preta foi encontrada no parque com mais 3 filhotes, já grandinhos, lindos e brincalhões. Apesar de ser sua primeira cria, ela foi uma mamãe exemplar. Os filhotes foram rapidamente adotados, e a mãezinha foi chamada de Naomi no lar temporáreo… onde ficou…. e ficou… e apesar dos posts e pedidos de ajuda, a adoção da Naomi nao acontecia… 😦  Pobrezinha, ser mãe e preta, no mundo felino, não é uma combinação fácil.

Eis que um belo dia, a Naomi mudou de lar temporáreo e foi para a casa da Fátima, também voluntária do Bicho no Parque. Só que de lá, Naomi não saiu mais! A Fátima se rendeu aos encantos da pretinha, e decidiu dar a ela o lar que ela tanto merecia. Naomi passou a se chamar Uná, que vem do tupi-guarani e quer dizer aquela que traz a força da cor preta, que reúne nela mesma todas as cores. Bonito, não?

A mamãe Uná tirou a sorte grande, e agora pode ronronar feliz e protegida na casa da Fátima, em compahia de seus irmãos. Vejam só as fotos.

Em nome de Uná, o Bicho no Parque deseja a todas as mamães um dia cheio de alegria! Tomara que outras mamães felinas possam ter a sorte que a Uná teve.


Contos de fadas existem…

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Por Nelson Novaes

Louis foi deixado no parque, em outubro de 2011, junto com um companheiro, que ficou triste demais com o abandono e se recusou a comer, definhou e morreu sem que conseguíssemos salvá-lo a tempo. Foram dois grandes baques para nosso peludo: primeiro, o abandono; segundo, a morte do irmão. Apesar disso tudo, Louis se manteve um lord, motivo pelo qual recebeu esse nome aristocrata.

Diferente dos outros gatos que vivem no parque, Louis nunca interagiu com os outros gatos e sempre evitou contato conosco. Como nunca apareceu com cria, deduzimos ser um macho. E o tempo foi passando, e timidamente, pouco a pouco, Louis foi se adaptando e se aproximando da gente, mas sempre com aquele olhar distante, por vezes melancólico, que não nos deixava esquecer seu passado.

Finalmente, depois de meses de tentativas, conseguimos capturar nosso lord para ser encaminhado para a castração e depois devolvido no mesmo local, prática que fazemos com todos os gatos. Só que dessa vez foi diferente, uma vez capturado, decidimos que ele merecia uma segunda chance, ou seja, reinar sobre uma cama macia e ronronar deitado em um colo novamente, bem longe do solitário e frio bambuzal do parque.

Assim, um de nossos voluntários o levou para sua casa, onde poderia passar por um processo de readaptação antes de ganhar um novo e merecido lar. E eis que veio a surpresa, a veterinária que foi castrá-lo nos disse que nosso Louis já era esterilizado, e que na verdade era uma menina! Assim, nosso lord se revelou a lady que sempre foi, e Louis virou Louise, ou lady Lo rs.

Além de todo o histórico de abandono, perda de companheiro e vida em um bambuzal hostil para uma lady como ela, Louise teve que passar por mais mudanças: foi capturada, tirada do parque, levada para o Centro de Zoonoses, manipulada e, por fim, levada para um lar temporário. Quanta mudança para uma sensível lady!

Mas ela não nos decepcionou, e pouco a pouco foi mostrando que estava disposta a se adaptar novamente a um lar e voltar a confiar em seres humanos. E quando todos se mobilizam para o bem da fofa Louise, o universo conspira a favor, e eis que surge em nossas vidas a Adriana, pessoa iluminada que se dispôs a adotá-la e dar-lhe um lar e família, respeitando seu tempo de adaptação e vibrando com cada progresso da nossa lady.

E não é que Louise sacou isso de cara e no primeiro dia já aceitou carinhos e dormiu na cama enroladinha com a sua nova mãe? Quando recebemos essas fotos ficamos todos emocionados, certos de que, para a pequena Louise, nós fizemos a diferença!

Cada um de nós pode fazer a diferença na vida de um gatinho. Há muitos gatos dóceis vivendo no parque. Caso tenha interesse em apadrinhar ou adotar um deles, entre em contato com samanthafederici@gmail.com


Josefina dos olhos de esmeralda

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Há muitos gatos no parque e todos são especiais para nós. Mas alguns possuem características tão marcantes que acabam se tornando personalidades do parque. Josefina é uma destas gatinhas e queremos apresentá-la a todos vocês.

Josefina, “Jose” para os íntimos, é uma gata tricolor de olhos penetrantes de um verde indescritível que vive no parque há algum tempo; ela é “das antigas”. Seu nome já diz tudo: Jose é mesmo fina.. Tão fina que se fosse gente, seria uma princesa. É ultra feminina e delicada, anda com passos tão leves que quase não é notada. Até seu miadinho é sutil, baixinho, mas inconfundível.

Jose aparece pra comer praticamente todos os dias. Se ela não aparece, já deixa a gente preocupado, às vezes sem motivo. Logo que a gente chega, ela surge discreta das plantas, espera afastada que a gente se aproxime, coloque comida e faça carinho na sua cabecinha pra ela se animar a comer. Jose come longe dos outros gatos… E a gente sabe que com ela, é preciso esperar um pouco pra garantir que a pequena se alimente, porque ela come tão devagarinho que se a gente não vigia chega outro esfomeado sem maneiras e acaba com o seu ritual.

Jose é dengosa e adora carinho na barriga. Mas ela também tem problemas renais e por isso sua saúde requer atenção redobrada. Mimos não faltam e sempre a presenteamos com sachês e comidinhas especiais, pra tristeza da concorrência.

Entre nós há aqueles que acham que Jose merece uma aposentadoria 5 estrelas, com cama quentinha e longe do parque. Mas é uma adoção difícil e nunca ninguém se interessou em levá-la pra casa. Enquanto esta boa alma não aparece, a gente faz o que pode pra oferecer pra Jose a melhor vida que ela pode ter no parque.

Para adotar ou apadrinhar a Josefina, escreva para samanthafederici@gmail.com


Herói

Mauricio merece nosso aplauso por seu gesto de amor aos animais. Na foto, ele posa com Madalena.

Por Renata Del Nero

Maurício, um funcionário do parque onde o BNP atua, foi responsável por um ato de muita coragem e altruísmo. Um dos gatinhos, o Petisco, por uma árvore teve acesso a um telhado (uma altura aproximada de oito metros). O problema foi que desse telhado era impossível retornar à árvore e descer.

Petisco, esperto que é, ao ver uma voluntária aproximando-se, miou até ela identificar onde ele estava preso (havia alguns dias, depois soubemos).

Pedimos ajuda e nosso herói Maurício, com muita boa vontade, conseguiu uma escada alta o suficiente e ofereceu-se a subir e resgatar Petisco. Ele subiu, foi conquistando a confiança do gatinho e com uma habilidade incrível o pegou com uma mão e se segurou na escada com a outra.

Incrivelmente, ele resgatou o bichinho com muita segurança. Ambos saíram sem nenhum arranhão.

Muito obrigada!

Depois de ficar preso a 8 metros do solo, Petisco passeia calmamente.


Mamãe preta e seus filhotes buscam um lar

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Por Samantha Federici Florence

Atualização: todos os 3 filhotes foram adotados 

Ontem foi um dia difícil. Fomos avisados de mais um caso de abandono, desta vez uma mamãe preta com seus três bebês. O que mais nos comoveu foi notar que um dos bebês rajado e branco não possui uma das patinhas da frente, provavelmente nasceu com esta deficiência. Não por acaso ganhou o nome de Capitão Gancho.

Se mesmo gatos dóceis ou bebês normais são indefesos nas ruas, imaginem um filhotinho sem uma patinha! Mas a pessoa que abandonou esta família ignorou sumariamente tudo isso. 😦

Nestas horas, o que ameniza o coração duplamente apertado é ver mamãe preta cuidar de seus filhotes, a família brincando feliz e, principalmente, a alegria de Capitão Gancho, que mesmo tripezinho brinca com seus irmãos sem se dar conta de sua limitação. 🙂

Estas fofurices estão em um lar temporário, mas precisamos urgentemente achar um lar definitivo para todos, inclusive para mamãe preta. Todos são dóceis, saudáveis e muito brincalhões. Serão entregues castrados e com a 1ª dose da vacina quádrupla.
Que tal adotar um deles, ou mesmo uma duplinha de uma vez?

Escreva pra gente ou ligue no cel (11) 9514 5475 – Samantha.

Por favor, nos ajudem divulgando entre amigos e compartilhando em suas redes. Devido à quantidade de abandonos recentes, estamos precisando muito de doações em dinheiro – qualquer quantia é muito bem-vinda. Escreva para a gente!

>> Clique na miniatura para ampliar a foto:


Primeiro vídeo filmado por gatos

Já viu esse vídeo? Vale a pena! É muito lindinho. Foi todo montado com cenas captadas pelos próprios felinos!


Uma imagem que sensibilizou o mundo

No dia de São Francisco de Assis, na Itália, Padre Tomaz faz um gesto simbólico que comoveu o mundo.

“Cada animalzinho que passa em nossa vida, deixa um pouco do seu amor e leva consigo o nosso carinho. Esta é uma relação que transcende a vida terrena e perdura por toda a nossa existência.  Felizes daqueles que carregam consigo o olhar de gratidão de um cãozinho feliz, recolhido do abandono das ruas, pois este amor é infinito e gratificante, e nos ensina a ser alguém melhor, um ser-humano de verdade.”


Voluntariado: Mayena Buckup relata experiência no Bicho no Parque

Além de alimentar 130 gatos duas vezes por semana, Mayena Buckup tem atuado para evitar a superpopulação felina e o problema do abandono.

Por Mayena Buckup

“Desde maio deste ano, sou uma das alimentadoras dos gatinhos do parque em duas manhãs na semana.  Assumi também o acompanhamento na captura dos animais que ainda têm que ser castrados – atualmente são por volta de 20. Parece bastante, mas perto dos mais de 130 que lá moram, estamos no caminho!

Funciona assim: no dia anterior, os gatinhos devem receber menos alimentação (eu mesma me empenho nessa tarefa para ter certeza de que de fato ganham pouca comida), assim na hora da captura fica mais fácil, pois, com fome, entram nas armadilhas com mais facilidade.

Ah! É o Centro de Controle de Zoonoses o responsável por este assunto. Estamos nos encontrando todas as quartas-feiras de manhã e saímos em busca dos gatinhos que ainda não foram castrados. A minha função é atraí-los, pois me conhecem e confiam em mim e, de verdade, me sinto uma traidora, mas sei que é para o bem deles. Na sexta-feira seguinte, eles são devolvidos ao Parque no mesmo local onde vivem. Eu saio do Parque às quartas-feiras com aquele maravilhoso sentimento de dever cumprido.

Dependendo do seu perfil, alguns deles ficam no CCZ para serem encaminhados para adoção. Eu sempre tive uma péssima impressão do CCZ, com aquela coisa de eutanásia, superpopulação nos gatis e canis, maus tratos, etc. Bom, achei que não adiantava nada ficar só na impressão e decidi ir lá pessoalmente, de surpresa.

Fui super bem recebida, fiz um tour por todas as instalações, inclusive gatil e canil (bem espaçosos, por sinal) e até estábulos – tinha uma égua com potrinho bem novinho. Saí de lá com uma excelente impressão e de alma mais leve.  Recomendo a todos que têm esta impressão pesada de como o CCZ era antes que façam uma visita. É surpreendente e inesperado o que nos aguarda na Rua Santa Eulália, 86 (Santana).

O Bicho no Parque tem uma parceira, a Cris Frate, protetora independente que recolhe, acolhe e medica bebês gatos abandonados. Eles só ganham ração super premium e são pra lá de paparicados e mimados. Depois que eles se recuperam, são encaminhados para adoção, através da imensa lista de contatos da Cris.

Também estou bastante envolvida com o trabalho da Cris e tento ajudar no que me é possível. Passar umas horas com esses gatinhos é muito melhor do que qualquer terapia e eles ficam muito felizes e agradecidos pelo carinho e atenção recebidos.

Visite o blog da Cris e fique babando pelas coisas lindas que lá estão http://adoteummiau.blogspot.com.”

"Passar umas horas com esses gatinhos é muito melhor do que qualquer terapia", conclui Mayena.


Seja voluntário do Bicho no Parque

O Bicho no Parque trabalha com gatos ferais, ou seja, com os animais que vivem soltos na natureza.

Recebemos contatos via blog de várias pessoas interessadas em fazer trabalho voluntário com os gatos do nosso projeto. Foi através do blog que duas voluntárias – a Mayena e a Beatriz – passaram a fazer parte do nosso time! Cada pessoa que se une soma muito ao grupo!

Trabalho voluntariado exige responsabilidade com o compromisso assumido, mas o melhor de tudo é dar e receber muito amor dos fofuchos que cuidamos. Isso transforma nossa energia no dia a dia: ao entrarmos no mundo do animal, nossas preocupações pessoais ficam em segundo plano e, ao final da tarefa, saímos sempre de alma lavada.

Nossa mais recente voluntária, a Mayena, chegou com tudo no projeto e tem atuado na alimentação, castração dos animais, relacionamento do Bicho no Parque com o CCZ, bazar e muito mais.  Inspire-se com o depoimento dela a seguir! Quem sabe um dia você também não vai fazer parte da nossa turma? 🙂

“Nunca imaginei que seria algo tão gratificante”, diz Mayena

“Quando decidi  me engajar no Projeto Bicho no Parque, eu nunca imaginei que seria algo tão gratificante. Se a energia do parque já é especial, juntando com a dos gatinhos então… Nas manhãs de tempo ensolarado então…

Nas primeiras vezes que fui junto com outras voluntárias, eles estranharam um pouco e ficaram meio ressabiados, mas isso logo, logo passou e agora eles já me reconhecem de longe.

Hoje, vê-los chegar correndo até mim com os rabinhos levantados é um dos presentes que recebo toda vez que vou ao parque. Fico emocionada sempre que é o meu turno de alimentá-los. Mesmo aqueles mais ariscos querem um carinho e me sinto vitoriosa, quando consigo passar a mão, mesmo que de leve, em um desses. Talvez o fato de eu ser apaixonada por gatos tenha alguma influência, mas sinto que me faz muito bem saber que estou fazendo o BEM. Recomendo a todas as pessoas que gostem de animais.”

Mayena Buckup

>> Saiba Mais

Leia a seção “Quero ajudar“.