Posse responsável de cães

Temos observado que o número de pessoas que passeiam com cães sem coleira vem crescendo nos parques da cidade, como se os parques fossem locais apropriados para exercitar seu amigo em liberdade.

Pouca gente sabe, mas existe uma lei no estado de São Paulo que estabelece regras de segurança para posse e condução responsável de cães (Lei 11531/03).  Segundo esta lei, cães ficam proibidos de andar soltos em áreas públicas, sendo que raças consideradas “perigosas” devem estar com guia de condução curta, focinheira e enforcador. Ou seja, os parques NÃO são locais para deixar seu cãozinho solto, por uma questão de segurança dos outros usuários destes locais. E a infração é punida com multa.

Além dos outros usuários, em muitos parques da cidade vivem animais silvestres, como aves e roedores, e animais abandonados, como gatos. Não raro cães soltos atacam estes animais. Recentemente encontramos um gato morto no parque onde atuamos, após ter sido ferozmente atacado por um cão. Outro caso recente de cães soltos no parque colocou em risco as pessoas que trabalham ali. E a culpa nunca é do cão, mas da irresponsabilidade do seu dono.

Por isso, se você possui um bicho de estimação, seja responsável na hora dos passeios: conduza-o sempre com coleira e guia. Se você presenciar um dono irresponsável passeando com seu cão sem guia, chame um segurança e exija providências.


Moacir Heberle: o pai do Bicho no Parque

Neste Dia dos Pais, queremos homenagear o “pai do Bicho no Parque”, um ser humano maravilhoso e iluminado que amava os gatos do parque.  Após um período de enfermidade, ele infelizmente partiu do mundo físico, mas deixou seu exemplo de amor incondicional aos animais. A seguir, confira a mensagem que a voluntária Renata Del Nero escreveu em homenagem ao nosso amigo que agora brilha na eternidade. Nunca tivemos tantas adoções como nos últimos tempos. Coincidência ou não, acredito que ele – com seu brilho celestial – tornou-se mais um anjo protetor do nosso projeto.

“Como fazer uma homenagem alegre a alguém que partiu, se estou com o coração em pedaços? Difícil. Porém se tomarmos como exemplo o próprio homenageado pode ser mais fácil!

Moacir, piadista nato, sempre, sempre de bom humor; sempre, sempre alegre, de alto astral, enxergando o copo mais cheio do que vazio, fazendo amigos em todo lugar e a todo momento, sempre disposto a ajudar, uma das melhores pessoas que conheci.

E tudo o que ele fez pelos gatinhos do Bicho no Parque? Não dá para relatar… Foi tanto amor, tanta dedicação, tanto trabalho, tanto dinheiro… Mas como era retribuído! Como aqueles bichinhos o amavam! Lembro-me da primeira vez que vi Moacir cuidando dos gatos. Pensava, “não é possível, como esse homem faz isso?”.

Todos os gatos o seguiam, faziam festa para ele. Fiquei tão fascinada com tudo aquilo, tentei imitá-lo, mas sem resultado… Não era o som que ele emitia para chamar os gatinhos, não era a ração… era ele!

Era o cara! Era o queridão de todo mundo; bicho ou gente, todos o amavam!

Ele foi uma grande inspiração para todos nós, voluntários do Bicho no Parque!

Moacir, meu querido amigo, você deixou saudades, estamos com o coração doendo, mas você nos ensinou tanta coisa, tanta coisa… nos deu tantos exemplos de como ser feliz simplesmente por ser feliz, de encarar a vida de uma maneira mais leve, de amor ao próximo, de amor a nossos queridos gatinhos…

Fique com Deus e com todos os muitos gatinhos que certamente foram te receber com todas as honras.”


Abandono de animais em parques

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Como a maioria de vocês já sabe, o Bicho no Parque é um projeto de voluntariado que atua na proteção de gatos vivendo em uma área pública de São Paulo. Hoje já são cerca de 140 animais que dependem da atuação do projeto. A grande maioria destes animais, porém, não nasceu ali – ao contrário, tinham um lar, mas foram abandonados.

Ainda é comum as pessoas acreditarem que os animais vivem bem na natureza, em liberdade, em áreas verdes, onde vão se virar bem ter a melhor vida possível. A realidade que poucos conhecem, no entanto, é bem diferente….

Cães a gatos são animais domésticos que PRECISAM dos cuidados humanos. Eles não conseguem se virar sozinhos, não sabem se alimentar sozinhos, se defender sozinhos de outros animais ou da crueldade das pessoas, e são expostos à doenças para as quais não possuem resistência.

No local em que atuamos, os gatos precisam competir com gambás silvestres por comida e espaço, e acabam levando a pior. Em consequência, não é raro encontrarmos gatos machucados por brigas com gambás. Ou, pior, vítimas de malvadezas. Outro dia, uma voluntária, durante sua ronda, se deparou com pessoas que estavam com tudo preparado para pegar um gato preto, certamente com as piores intensões possíveis.

Os parques também não oferecem aos animais locais adequados para que se abriguem do frio ou da chuva. Durante o inverno, sempre há casos que adoecem e precisam ser resgatados para cuidados especiais, e alguns podem não sobreviver. Um animal com uma infecção no olho pode acabar perdendo a visão se não receber os cuidados a tempo, o que é muito prejudicial para a vida em lberdade.

Outro problema que muitos desconhecem é que, quando uma espécie é introduzida em um ambiente que não é o seu, pode-se desequilibrar de maneira sensível o ecossistema. No caso dos gatos em parques, se nada for feito acaba se reproduzindo rapidamente e o crescimento populacional afeta outras espécies naturais dali.

Cães e gatos NÃO devem ser abandonados e é falsa a idéia de que eles serão felizes em parques, só porque estarão em liberdade. Eles sofrem com o abandono e podem adoecer e morrer. Quando encontramos um gato abandonado, via de regra ele está assustado, estressado, sem saber o que fazer, completamente perdido, e é de partir o coração vivenciar esta situação. Ainda que possam se adaptar, nunca viverão tão bem quanto abrigados, na companhia de humanos, e tratados com amor.

Abandonar um animal de estimação é SEMPRE um ato de crueldade.  Jamais abandone um animal e, caso testemunhe um abandono, denuncie!

Para ajudar a esclarecer o assunto, disponibilizamos uma cartilha sobre o abandono de animais. E faça a sua parte: seja responsável com seus bichos de estimação!


Inclusão Animal: Wendy, a filhote com 3 patinhas, apresenta sua família

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Vocês se lembram do caso de uma filhote especial que não tinha uma das patinhas da frente e foi abandonada com sua mãe e dois irmãozinhos? (…) Felizmente, todos eles tiveram a sorte de ganhar um lar, sendo que a Wendy foi adotada pela minha querida amiga e companheira de trabalho voluntário, Gabriela Dayan. Ela está apaixonada pela nova integrante da família!

Confira o depoimento

“Eu estava viajando quando fiquei sabendo que tinham achado a ninhada. Fiquei pensando no filhote deficiente, que eu achava ser machinho. Achei que iria sobrar ou, na melhor das hipóteses, que seria adotado por alguém tranquilo e mais idoso, já que o gatinho – por ter apenas três perninhas – não poderia brincar muito.

Por outro lado, me peguei pensando que seria muito bom ter mais um animal em casa pra fazer companhia pro meu gato Edu. Mas ao mesmo tempo ficava apreensiva de ter um filhote com uma patinha a menos, pois tenho também a Gretta Maria, uma bull terrier fofa, mas meio “truculenta” em suas brincadeiras.

Descobri que o gatinho era na verdade fêmea e pensei que seria uma ótima companhia pro Edu. Foi assim que resolvi tentar a adaptação e a Wendy chegou em casa! Ela ficou três dias isolada no meu quarto para se acostumar com o ambiente, assim como mandam os livros e especialistas, já que ela estava insegura e fazendo “fus” pra tudo.

Depois de tentar a socialização sem sucesso, até pensei em desistir, mas já estava apaixonada pela carinha fofa da Wendy!

Após quatro xixis errados (na minha cama!), resolvi soltá-la com meus outros animais. Trabalhei com dor no coração, mas ao chegar em casa percebi que ela estava bem, o Edu não largava mais dela e a Gretta Maria, minha bull, levava os brinquedos para brincarem juntas, bem coisa de “menina”, sabe?!

No final, Wendy & Edu viraram um casalzinho inseparável. Eles falam uma língua alienígena o tempo todo e eu e minha dog ficamos boiando nas conversas e brincadeiras dos dois!

Para minha surpresa, a Wendy é muito levada, escala tudo e chora quando só o Edu consegue chegar aos locais mais altos! Tudo que ele faz, ela quer fazer também, dormem juntos, conversam…  Como diz o veterinário: “você falou pra ela que ela não tem uma perninha? Então… Ela não sabe!”

Amo meus filhotes e a Wendy é tão apaixonante que está conquistando até o coração da minha mãe, que nunca foi gateira! Estou muito feliz que a família cresceu!”

Curtiu a história? Inspire-se!

Há muitos bichinhos com necessidades especiais esperando adoção! Pense com carinho. Faça a diferença no mundo!  ; )

Vídeos da Wendy: a espoleta

Ela começa a brincadeira com certa timidez:

Aqui ela ganha confiança e fica mais ousada:

E nesse vídeo você vê que ela é ligeira pra brincar, pular, correr – como todo filhote!


Mamãe sortuda

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Hoje é dia das mães. E o Bicho no Parque deseja a todas as mamães do mundo, humanas ou felinas, um feliz dia das mães. Afinal, mãe é sempre especial!

Mas no mundo felino, muitas mamães são preteridas na hora da adoção. As pessoas preferem os filhotes, e as mamães acabam sobrando. Então a gente queria homenagear, neste dia especial, uma mãezinha que passou pelo Bicho no Parque este ano, e que ganhou na loteria.

A mãezinha preta foi encontrada no parque com mais 3 filhotes, já grandinhos, lindos e brincalhões. Apesar de ser sua primeira cria, ela foi uma mamãe exemplar. Os filhotes foram rapidamente adotados, e a mãezinha foi chamada de Naomi no lar temporáreo… onde ficou…. e ficou… e apesar dos posts e pedidos de ajuda, a adoção da Naomi nao acontecia… 😦  Pobrezinha, ser mãe e preta, no mundo felino, não é uma combinação fácil.

Eis que um belo dia, a Naomi mudou de lar temporáreo e foi para a casa da Fátima, também voluntária do Bicho no Parque. Só que de lá, Naomi não saiu mais! A Fátima se rendeu aos encantos da pretinha, e decidiu dar a ela o lar que ela tanto merecia. Naomi passou a se chamar Uná, que vem do tupi-guarani e quer dizer aquela que traz a força da cor preta, que reúne nela mesma todas as cores. Bonito, não?

A mamãe Uná tirou a sorte grande, e agora pode ronronar feliz e protegida na casa da Fátima, em compahia de seus irmãos. Vejam só as fotos.

Em nome de Uná, o Bicho no Parque deseja a todas as mamães um dia cheio de alegria! Tomara que outras mamães felinas possam ter a sorte que a Uná teve.


Contos de fadas existem…

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Por Nelson Novaes

Louis foi deixado no parque, em outubro de 2011, junto com um companheiro, que ficou triste demais com o abandono e se recusou a comer, definhou e morreu sem que conseguíssemos salvá-lo a tempo. Foram dois grandes baques para nosso peludo: primeiro, o abandono; segundo, a morte do irmão. Apesar disso tudo, Louis se manteve um lord, motivo pelo qual recebeu esse nome aristocrata.

Diferente dos outros gatos que vivem no parque, Louis nunca interagiu com os outros gatos e sempre evitou contato conosco. Como nunca apareceu com cria, deduzimos ser um macho. E o tempo foi passando, e timidamente, pouco a pouco, Louis foi se adaptando e se aproximando da gente, mas sempre com aquele olhar distante, por vezes melancólico, que não nos deixava esquecer seu passado.

Finalmente, depois de meses de tentativas, conseguimos capturar nosso lord para ser encaminhado para a castração e depois devolvido no mesmo local, prática que fazemos com todos os gatos. Só que dessa vez foi diferente, uma vez capturado, decidimos que ele merecia uma segunda chance, ou seja, reinar sobre uma cama macia e ronronar deitado em um colo novamente, bem longe do solitário e frio bambuzal do parque.

Assim, um de nossos voluntários o levou para sua casa, onde poderia passar por um processo de readaptação antes de ganhar um novo e merecido lar. E eis que veio a surpresa, a veterinária que foi castrá-lo nos disse que nosso Louis já era esterilizado, e que na verdade era uma menina! Assim, nosso lord se revelou a lady que sempre foi, e Louis virou Louise, ou lady Lo rs.

Além de todo o histórico de abandono, perda de companheiro e vida em um bambuzal hostil para uma lady como ela, Louise teve que passar por mais mudanças: foi capturada, tirada do parque, levada para o Centro de Zoonoses, manipulada e, por fim, levada para um lar temporário. Quanta mudança para uma sensível lady!

Mas ela não nos decepcionou, e pouco a pouco foi mostrando que estava disposta a se adaptar novamente a um lar e voltar a confiar em seres humanos. E quando todos se mobilizam para o bem da fofa Louise, o universo conspira a favor, e eis que surge em nossas vidas a Adriana, pessoa iluminada que se dispôs a adotá-la e dar-lhe um lar e família, respeitando seu tempo de adaptação e vibrando com cada progresso da nossa lady.

E não é que Louise sacou isso de cara e no primeiro dia já aceitou carinhos e dormiu na cama enroladinha com a sua nova mãe? Quando recebemos essas fotos ficamos todos emocionados, certos de que, para a pequena Louise, nós fizemos a diferença!

Cada um de nós pode fazer a diferença na vida de um gatinho. Há muitos gatos dóceis vivendo no parque. Caso tenha interesse em apadrinhar ou adotar um deles, entre em contato com samanthafederici@gmail.com


Josefina dos olhos de esmeralda

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Há muitos gatos no parque e todos são especiais para nós. Mas alguns possuem características tão marcantes que acabam se tornando personalidades do parque. Josefina é uma destas gatinhas e queremos apresentá-la a todos vocês.

Josefina, “Jose” para os íntimos, é uma gata tricolor de olhos penetrantes de um verde indescritível que vive no parque há algum tempo; ela é “das antigas”. Seu nome já diz tudo: Jose é mesmo fina.. Tão fina que se fosse gente, seria uma princesa. É ultra feminina e delicada, anda com passos tão leves que quase não é notada. Até seu miadinho é sutil, baixinho, mas inconfundível.

Jose aparece pra comer praticamente todos os dias. Se ela não aparece, já deixa a gente preocupado, às vezes sem motivo. Logo que a gente chega, ela surge discreta das plantas, espera afastada que a gente se aproxime, coloque comida e faça carinho na sua cabecinha pra ela se animar a comer. Jose come longe dos outros gatos… E a gente sabe que com ela, é preciso esperar um pouco pra garantir que a pequena se alimente, porque ela come tão devagarinho que se a gente não vigia chega outro esfomeado sem maneiras e acaba com o seu ritual.

Jose é dengosa e adora carinho na barriga. Mas ela também tem problemas renais e por isso sua saúde requer atenção redobrada. Mimos não faltam e sempre a presenteamos com sachês e comidinhas especiais, pra tristeza da concorrência.

Entre nós há aqueles que acham que Jose merece uma aposentadoria 5 estrelas, com cama quentinha e longe do parque. Mas é uma adoção difícil e nunca ninguém se interessou em levá-la pra casa. Enquanto esta boa alma não aparece, a gente faz o que pode pra oferecer pra Jose a melhor vida que ela pode ter no parque.

Para adotar ou apadrinhar a Josefina, escreva para samanthafederici@gmail.com