Abandono de animais em parques
Publicado; 12 de junho de 2012 Arquivado em: Gatos Adultos, Reflexões Deixe um comentárioComo a maioria de vocês já sabe, o Bicho no Parque é um projeto de voluntariado que atua na proteção de gatos vivendo em uma área pública de São Paulo. Hoje já são cerca de 140 animais que dependem da atuação do projeto. A grande maioria destes animais, porém, não nasceu ali – ao contrário, tinham um lar, mas foram abandonados.
Ainda é comum as pessoas acreditarem que os animais vivem bem na natureza, em liberdade, em áreas verdes, onde vão se virar bem ter a melhor vida possível. A realidade que poucos conhecem, no entanto, é bem diferente….
Cães a gatos são animais domésticos que PRECISAM dos cuidados humanos. Eles não conseguem se virar sozinhos, não sabem se alimentar sozinhos, se defender sozinhos de outros animais ou da crueldade das pessoas, e são expostos à doenças para as quais não possuem resistência.
No local em que atuamos, os gatos precisam competir com gambás silvestres por comida e espaço, e acabam levando a pior. Em consequência, não é raro encontrarmos gatos machucados por brigas com gambás. Ou, pior, vítimas de malvadezas. Outro dia, uma voluntária, durante sua ronda, se deparou com pessoas que estavam com tudo preparado para pegar um gato preto, certamente com as piores intensões possíveis.
Os parques também não oferecem aos animais locais adequados para que se abriguem do frio ou da chuva. Durante o inverno, sempre há casos que adoecem e precisam ser resgatados para cuidados especiais, e alguns podem não sobreviver. Um animal com uma infecção no olho pode acabar perdendo a visão se não receber os cuidados a tempo, o que é muito prejudicial para a vida em lberdade.
Outro problema que muitos desconhecem é que, quando uma espécie é introduzida em um ambiente que não é o seu, pode-se desequilibrar de maneira sensível o ecossistema. No caso dos gatos em parques, se nada for feito acaba se reproduzindo rapidamente e o crescimento populacional afeta outras espécies naturais dali.
Cães e gatos NÃO devem ser abandonados e é falsa a idéia de que eles serão felizes em parques, só porque estarão em liberdade. Eles sofrem com o abandono e podem adoecer e morrer. Quando encontramos um gato abandonado, via de regra ele está assustado, estressado, sem saber o que fazer, completamente perdido, e é de partir o coração vivenciar esta situação. Ainda que possam se adaptar, nunca viverão tão bem quanto abrigados, na companhia de humanos, e tratados com amor.
Abandonar um animal de estimação é SEMPRE um ato de crueldade. Jamais abandone um animal e, caso testemunhe um abandono, denuncie!
Para ajudar a esclarecer o assunto, disponibilizamos uma cartilha sobre o abandono de animais. E faça a sua parte: seja responsável com seus bichos de estimação!
Inclusão Animal: Wendy, a filhote com 3 patinhas, apresenta sua família
Publicado; 10 de junho de 2012 Arquivado em: Adoção, Filhotes, Reflexões Deixe um comentárioVocês se lembram do caso de uma filhote especial que não tinha uma das patinhas da frente e foi abandonada com sua mãe e dois irmãozinhos? (…) Felizmente, todos eles tiveram a sorte de ganhar um lar, sendo que a Wendy foi adotada pela minha querida amiga e companheira de trabalho voluntário, Gabriela Dayan. Ela está apaixonada pela nova integrante da família!
Confira o depoimento
“Eu estava viajando quando fiquei sabendo que tinham achado a ninhada. Fiquei pensando no filhote deficiente, que eu achava ser machinho. Achei que iria sobrar ou, na melhor das hipóteses, que seria adotado por alguém tranquilo e mais idoso, já que o gatinho – por ter apenas três perninhas – não poderia brincar muito.
Por outro lado, me peguei pensando que seria muito bom ter mais um animal em casa pra fazer companhia pro meu gato Edu. Mas ao mesmo tempo ficava apreensiva de ter um filhote com uma patinha a menos, pois tenho também a Gretta Maria, uma bull terrier fofa, mas meio “truculenta” em suas brincadeiras.
Descobri que o gatinho era na verdade fêmea e pensei que seria uma ótima companhia pro Edu. Foi assim que resolvi tentar a adaptação e a Wendy chegou em casa! Ela ficou três dias isolada no meu quarto para se acostumar com o ambiente, assim como mandam os livros e especialistas, já que ela estava insegura e fazendo “fus” pra tudo.
Depois de tentar a socialização sem sucesso, até pensei em desistir, mas já estava apaixonada pela carinha fofa da Wendy!
Após quatro xixis errados (na minha cama!), resolvi soltá-la com meus outros animais. Trabalhei com dor no coração, mas ao chegar em casa percebi que ela estava bem, o Edu não largava mais dela e a Gretta Maria, minha bull, levava os brinquedos para brincarem juntas, bem coisa de “menina”, sabe?!
No final, Wendy & Edu viraram um casalzinho inseparável. Eles falam uma língua alienígena o tempo todo e eu e minha dog ficamos boiando nas conversas e brincadeiras dos dois!
Para minha surpresa, a Wendy é muito levada, escala tudo e chora quando só o Edu consegue chegar aos locais mais altos! Tudo que ele faz, ela quer fazer também, dormem juntos, conversam… Como diz o veterinário: “você falou pra ela que ela não tem uma perninha? Então… Ela não sabe!”
Amo meus filhotes e a Wendy é tão apaixonante que está conquistando até o coração da minha mãe, que nunca foi gateira! Estou muito feliz que a família cresceu!”
Curtiu a história? Inspire-se!
Há muitos bichinhos com necessidades especiais esperando adoção! Pense com carinho. Faça a diferença no mundo! ; )
Vídeos da Wendy: a espoleta
Ela começa a brincadeira com certa timidez:
Aqui ela ganha confiança e fica mais ousada:
E nesse vídeo você vê que ela é ligeira pra brincar, pular, correr – como todo filhote!
Belinha e Marie buscam um lar
Publicado; 3 de junho de 2012 Arquivado em: Adoção, Gatos Adultos 3 ComentáriosAtualização: Belinha foi adotada no dia 14/07. Marie teve algumas complicações mas já está quase 100% e em breve estará disponível para adoção.
Belinha tem por volta de 1 ano e meio, é branca e cinza. Marie tem a mesma idade e é uma rara tricolor. Belinha e Marie têm muito em comum além da idade: as duas são super amorosas, ronronentas, dóceis, e possuem uma linda pelagem. Apesar disso, ambas foram abandonadas e estiveram entre a vida e a morte antes de serem resgatadas pelo Bicho no Parque. E agora, precisamos encontrar um lar para cada uma delas. Tanto uma como a outra já estão castradas.
Se elas fossem filhotinhas, seriam facilmente adotadas! Mas elas já são crescidinhas e por isso micam nas feirinhas de adoção – apesar de lindas, não podem competir com filhotinhos fofos. Então a gente resolveu fazer uma grande campanha pela adoção delas, pra ver se alguém se encanta e abre seu coração. Acreditem, elas têm tudo que um filhote tem, menos o tamanho!
Apesar de adultas, as duas são filhotonas e por isso, continuam brincalhonas e curiosas… Aliás, isso é uma coisa que gatos não perdem mesmo velhinhos! São tranquilas, quietinhas e adoram a companhia dos humanos. Então, se você quer uma gatinha pra ficar no seu colo enquanto você assiste TV, achou!
E se você ainda não se convenceu que adotar um gato adulto é tudo de bom, veja algumas vantagens que os adultos têm frente aos filhotes: eles são mais calmos e não precisam gastar tanta energia, já tomaram todas as vacinas e só precisam renová-las 1x no ano, são mais independentes e “comportados” pois já fizeram todas as artes possíveis quando eram filhotes. E por aí vai….
Vocês sabem, o Bicho no Parque não possui abrigo e o foco do projeto não é a adoção de gatos, sobretudo de gatos adultos. Trabalhamos para cuidar de gatos abandonados no local onde eles foram deixados. Não temos condições de fazer mais do que isso. Mas estas gatinhas são muito, mas muito dóceis e ronronentas, e por isso estamos fazendo um esforço excepcional por elas.
Por favor, nos ajudem com estas fofuras. Temos pouco tempo para encontrar um lar para elas. Divulguem entre os seus contatos e nos ajudem a encontrar famílias para as belezuras.
Interessados, escrever para samanthafederici@gmail.com
- Belinha logo após o resgate
- Belinha se recuperando
- Belinha, 100%, linda!
- Marie logo após o resgate
- Estava com quadro grave de desidratação e desnutrição
- Faminta…
- Mas mesmo assim, lindíssima!
- E ainda por cima, carinhosa e coleira!











