Abandono de animais em parques

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Como a maioria de vocês já sabe, o Bicho no Parque é um projeto de voluntariado que atua na proteção de gatos vivendo em uma área pública de São Paulo. Hoje já são cerca de 140 animais que dependem da atuação do projeto. A grande maioria destes animais, porém, não nasceu ali – ao contrário, tinham um lar, mas foram abandonados.

Ainda é comum as pessoas acreditarem que os animais vivem bem na natureza, em liberdade, em áreas verdes, onde vão se virar bem ter a melhor vida possível. A realidade que poucos conhecem, no entanto, é bem diferente….

Cães a gatos são animais domésticos que PRECISAM dos cuidados humanos. Eles não conseguem se virar sozinhos, não sabem se alimentar sozinhos, se defender sozinhos de outros animais ou da crueldade das pessoas, e são expostos à doenças para as quais não possuem resistência.

No local em que atuamos, os gatos precisam competir com gambás silvestres por comida e espaço, e acabam levando a pior. Em consequência, não é raro encontrarmos gatos machucados por brigas com gambás. Ou, pior, vítimas de malvadezas. Outro dia, uma voluntária, durante sua ronda, se deparou com pessoas que estavam com tudo preparado para pegar um gato preto, certamente com as piores intensões possíveis.

Os parques também não oferecem aos animais locais adequados para que se abriguem do frio ou da chuva. Durante o inverno, sempre há casos que adoecem e precisam ser resgatados para cuidados especiais, e alguns podem não sobreviver. Um animal com uma infecção no olho pode acabar perdendo a visão se não receber os cuidados a tempo, o que é muito prejudicial para a vida em lberdade.

Outro problema que muitos desconhecem é que, quando uma espécie é introduzida em um ambiente que não é o seu, pode-se desequilibrar de maneira sensível o ecossistema. No caso dos gatos em parques, se nada for feito acaba se reproduzindo rapidamente e o crescimento populacional afeta outras espécies naturais dali.

Cães e gatos NÃO devem ser abandonados e é falsa a idéia de que eles serão felizes em parques, só porque estarão em liberdade. Eles sofrem com o abandono e podem adoecer e morrer. Quando encontramos um gato abandonado, via de regra ele está assustado, estressado, sem saber o que fazer, completamente perdido, e é de partir o coração vivenciar esta situação. Ainda que possam se adaptar, nunca viverão tão bem quanto abrigados, na companhia de humanos, e tratados com amor.

Abandonar um animal de estimação é SEMPRE um ato de crueldade.  Jamais abandone um animal e, caso testemunhe um abandono, denuncie!

Para ajudar a esclarecer o assunto, disponibilizamos uma cartilha sobre o abandono de animais. E faça a sua parte: seja responsável com seus bichos de estimação!


Inclusão Animal: Wendy, a filhote com 3 patinhas, apresenta sua família

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Vocês se lembram do caso de uma filhote especial que não tinha uma das patinhas da frente e foi abandonada com sua mãe e dois irmãozinhos? (…) Felizmente, todos eles tiveram a sorte de ganhar um lar, sendo que a Wendy foi adotada pela minha querida amiga e companheira de trabalho voluntário, Gabriela Dayan. Ela está apaixonada pela nova integrante da família!

Confira o depoimento

“Eu estava viajando quando fiquei sabendo que tinham achado a ninhada. Fiquei pensando no filhote deficiente, que eu achava ser machinho. Achei que iria sobrar ou, na melhor das hipóteses, que seria adotado por alguém tranquilo e mais idoso, já que o gatinho – por ter apenas três perninhas – não poderia brincar muito.

Por outro lado, me peguei pensando que seria muito bom ter mais um animal em casa pra fazer companhia pro meu gato Edu. Mas ao mesmo tempo ficava apreensiva de ter um filhote com uma patinha a menos, pois tenho também a Gretta Maria, uma bull terrier fofa, mas meio “truculenta” em suas brincadeiras.

Descobri que o gatinho era na verdade fêmea e pensei que seria uma ótima companhia pro Edu. Foi assim que resolvi tentar a adaptação e a Wendy chegou em casa! Ela ficou três dias isolada no meu quarto para se acostumar com o ambiente, assim como mandam os livros e especialistas, já que ela estava insegura e fazendo “fus” pra tudo.

Depois de tentar a socialização sem sucesso, até pensei em desistir, mas já estava apaixonada pela carinha fofa da Wendy!

Após quatro xixis errados (na minha cama!), resolvi soltá-la com meus outros animais. Trabalhei com dor no coração, mas ao chegar em casa percebi que ela estava bem, o Edu não largava mais dela e a Gretta Maria, minha bull, levava os brinquedos para brincarem juntas, bem coisa de “menina”, sabe?!

No final, Wendy & Edu viraram um casalzinho inseparável. Eles falam uma língua alienígena o tempo todo e eu e minha dog ficamos boiando nas conversas e brincadeiras dos dois!

Para minha surpresa, a Wendy é muito levada, escala tudo e chora quando só o Edu consegue chegar aos locais mais altos! Tudo que ele faz, ela quer fazer também, dormem juntos, conversam…  Como diz o veterinário: “você falou pra ela que ela não tem uma perninha? Então… Ela não sabe!”

Amo meus filhotes e a Wendy é tão apaixonante que está conquistando até o coração da minha mãe, que nunca foi gateira! Estou muito feliz que a família cresceu!”

Curtiu a história? Inspire-se!

Há muitos bichinhos com necessidades especiais esperando adoção! Pense com carinho. Faça a diferença no mundo!  ; )

Vídeos da Wendy: a espoleta

Ela começa a brincadeira com certa timidez:

Aqui ela ganha confiança e fica mais ousada:

E nesse vídeo você vê que ela é ligeira pra brincar, pular, correr – como todo filhote!


Mamãe sortuda

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Hoje é dia das mães. E o Bicho no Parque deseja a todas as mamães do mundo, humanas ou felinas, um feliz dia das mães. Afinal, mãe é sempre especial!

Mas no mundo felino, muitas mamães são preteridas na hora da adoção. As pessoas preferem os filhotes, e as mamães acabam sobrando. Então a gente queria homenagear, neste dia especial, uma mãezinha que passou pelo Bicho no Parque este ano, e que ganhou na loteria.

A mãezinha preta foi encontrada no parque com mais 3 filhotes, já grandinhos, lindos e brincalhões. Apesar de ser sua primeira cria, ela foi uma mamãe exemplar. Os filhotes foram rapidamente adotados, e a mãezinha foi chamada de Naomi no lar temporáreo… onde ficou…. e ficou… e apesar dos posts e pedidos de ajuda, a adoção da Naomi nao acontecia… 😦  Pobrezinha, ser mãe e preta, no mundo felino, não é uma combinação fácil.

Eis que um belo dia, a Naomi mudou de lar temporáreo e foi para a casa da Fátima, também voluntária do Bicho no Parque. Só que de lá, Naomi não saiu mais! A Fátima se rendeu aos encantos da pretinha, e decidiu dar a ela o lar que ela tanto merecia. Naomi passou a se chamar Uná, que vem do tupi-guarani e quer dizer aquela que traz a força da cor preta, que reúne nela mesma todas as cores. Bonito, não?

A mamãe Uná tirou a sorte grande, e agora pode ronronar feliz e protegida na casa da Fátima, em compahia de seus irmãos. Vejam só as fotos.

Em nome de Uná, o Bicho no Parque deseja a todas as mamães um dia cheio de alegria! Tomara que outras mamães felinas possam ter a sorte que a Uná teve.


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